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‘Reorganização financeira, mais fôlego e abertura de mercados’: economista avalia que tarifaço terminou ajudando o Brasil
Publicado 23/08/2025 • 21:40 | Atualizado há 5 meses
Publicado 23/08/2025 • 21:40 | Atualizado há 5 meses
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“Donald Trump ajudou o Brasil de alguma forma“, afirmou o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini em entrevista ao Jornal Times Brasil – Exclusivo CNBC, neste sábado (23). A conclusão parte da avaliação de Agostini sobre o Plano Brasil Soberano, lançado pelo governo federal em resposta ao tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, que prevê apoio às empresas diretamente impactadas pela taxação de 50% sobre as exportações.
Para ele, as linhas de crédito e garantias anunciadas são um passo positivo, porque bre espaço para ganhos estruturais e permitem às companhias “uma reorganização financeira, mais fôlego e a possibilidade de abertura de novos mercados”.
“Ele [Trump] colocou na mesa de discussão do governo brasileiro um plano de contenção que pode ajudar muito as empresas no Brasil”, concluiu Agostini.
A declaração dialoga diretamente com a avaliação feita também neste sábado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad: “Nós aproveitamos o plano de contingência para enfrentar o tarifaço do Trump e incluímos mudanças estruturais no financiamento das nossas exportações”. Haddad completou: “Vamos ter um tripé perfeito, com o sistema tributário mais moderno do mundo, de crédito e de seguro para apoiar os exportadores”.
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O pacote soma R$ 40 bilhões em crédito — sendo R$ 30 bilhões inicialmente via Fundo Garantidor de Exportações e outros R$ 10 bilhões liberados pelo BNDES. Segundo Agostini, o montante parece adequado diante da pauta exportadora impactada. “Provavelmente o governo já fez todos esses cálculos, tem uma equipe técnica muito qualificada. Então, sim, será suficiente para esse início pós-tarifaço”, afirmou.
Ele ressaltou ainda que o mercado doméstico pode absorver parte da produção, enquanto frentes externas devem ser exploradas. “O México está em negociação, e a própria China já se colocou à disposição para ampliar a relação com o Brasil”, observou.
Agostini vê no choque tarifário um alerta para o setor privado. “É um aprendizado. Saímos da zona de conforto. As empresas vão começar a rever planejamento, rever estratégias. Não dá para colocar todos os ovos na mesma cesta”, afirmou. Para ele, o episódio pode consolidar no BNDES uma política de crédito voltada não apenas para a recuperação imediata, mas também para estimular a diversificação de mercados de forma permanente.
Sobre os critérios para acesso ao crédito — que exigem perda mínima de 5% no faturamento com exportações afetadas —, o economista disse que a comprovação deve ser simples. “Muito provavelmente as empresas terão que apresentar balancetes mensais. É o que já existe, o que facilita a aferição das perdas”, avaliou.
Agostini comentou ainda a exigência de manutenção de empregos como contrapartida: “Não dá para preservar só o direito dos acionistas. Também tem que preservar os empregos. É um ativo político forte e positivo, ainda mais em um cenário de desaceleração econômica”. Para ele, a medida deve ser temporária, sob risco de onerar excessivamente as empresas. “Nos próximos dois ou três meses já tem que haver alguma indicação de sucesso do plano. Se não, o ônus será maior que o benefício”, concluiu.
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