Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Para presidente da CNI, viagem de empresários a Washington cumpriu sua missão, mas negociações precisam avançar
Publicado 05/09/2025 • 11:15 | Atualizado há 7 meses
Marca de tênis On promove mudança na liderança em meio à desaceleração do crescimento
Gigantes do petróleo alertam para risco de escassez de energia com guerra no Irã prolongada
Guerra no Irã pode esfriar ainda mais mercado de trabalho já travado, dizem economistas
Irã não vai aceitar esforços dos EUA por um cessar-fogo na guerra, diz mídia estatal
Trump diz que pode enviar a Guarda Nacional a aeroportos para “reforçar apoio”
Publicado 05/09/2025 • 11:15 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
A missão empresarial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aos Estados Unidos terminou com a avaliação de que o setor privado cumpriu o papel de facilitador nas negociações sobre as tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump. Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, os três dias de encontros em Washington abriram espaço para um diálogo que deve ter continuidade.
“Faço um balanço muito positivo, mas mais do que o meu, o que importa é o dos 130 membros que participaram dessa missão. E qual foi o feedback que recebemos? Resumindo em duas palavras: missão cumprida. Mas isso é suficiente? Claro que não. A missão continua”, afirmou Alban.
Segundo Alban, a CNI levou à mesa temas de interesse comum para ampliar a pauta da relação bilateral. Ele citou três segmentos com alto potencial de parceria: a produção de combustível sustentável de aviação (SAF), a instalação de data centers sustentáveis e a exploração de minerais críticos e terras raras.
“Estamos preparados para sentar à mesa de forma construtiva, discutindo não apenas problemas, mas oportunidades. Esses três setores foram muito bem recebidos pelo governo americano, especialmente pelo Departamento de Comércio Exterior”, disse.
A comitiva reuniu 130 empresários, federações industriais de oito estados e associações de setores atingidos pelo tarifaço. O grupo participou de reuniões com o subsecretário de Comércio para a Indústria e Segurança, Jeffrey Kessler, o secretário adjunto do Departamento de Estado, Christopher Landau, parlamentares e a embaixadora do Brasil em Washington, Maria Cecília Ribeiro Viotti.
O consultor da CNI, Roberto Azevêdo, representou a entidade em audiência no Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que conduz investigação sobre práticas comerciais brasileiras. Para ele, o papel do setor privado foi essencial: “O próximo passo é mapear as áreas de convergência e voltar a dialogar com autoridades dos EUA e com o Congresso”.
Brasil e Estados Unidos têm uma parceria de 200 anos, baseada em comércio, investimentos e integração produtiva. Nos últimos dez anos, os EUA acumularam superávit de US$ 91,2 bilhões na balança de bens, número que chega a US$ 256,9 bilhões quando se incluem serviços.
Mesmo diante das barreiras impostas por Trump, Alban reforçou a visão de longo prazo: “Todos tinham clara percepção de que não viemos para resolver o problema agora, mas para plantar sementes. O trabalho continua. Temos que estar preparados para tirar oportunidades dessa crise”.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Os 20 maiores FIDCs do Brasil: veja quem lidera o novo crédito fora dos bancos
2
Estados Unidos pressionam acordo por terras raras, mas Brasil não corresponde
3
Cidadania europeia cada vez mais difícil: Portugal e Itália mudam regras e afetam brasileiros
4
Palmeiras acelera modelo bilionário e se aproxima da meta com ativos valorizados na seleção; entenda
5
Nubank vai usar estratégia de naming rights para reabrir o Cine Copan