Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Economista aponta quais setores brasileiros correm mais risco com investigação dos EUA sobre trabalho forçado
Publicado 13/03/2026 • 13:02 | Atualizado há 3 minutos
BREAKING NEWS:
Itamaraty revoga visto de assessor do governo Trump que pediu para visitar Bolsonaro
EUA autorizam temporariamente compra de petróleo russo para estabilizar mercados de energia
De Teerã ao Vale do Silício: líder supremo do Irã usa X para atacar EUA
EXCLUSIVO CNBC: EUA vão escoltar navios no Estreito de Ormuz assim que for “militarmente possível”, diz Bessent
Fed não deve ‘resolver os problemas’ da guerra do Irã, diz analista
Trump lança investigação comercial contra a China antes de encontro com Xi Jinping
Publicado 13/03/2026 • 13:02 | Atualizado há 3 minutos
KEY POINTS
Os setores brasileiros de carvoaria, sucroalcooleiro e têxtil são os mais expostos à nova investigação aberta pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A avaliação é do economista Igor Lucena, doutor em relações internacionais, que participou do programa Real Time da CNBC nesta sexta-feira (13).
Segundo Lucena, esses segmentos concentram mão de obra intensiva e carregam histórico de denúncias de abusos, subterceirização e quarterização de serviços, o que os torna alvos prioritários de uma eventual comprovação de trabalho forçado pelo governo americano.
Para o economista, a abertura das investigações contra 60 países não é casual. Lucena avalia que o presidente Donald Trump encontrou na Seção 301 uma alternativa juridicamente mais robusta após a Suprema Corte americana anular as tarifas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.
“No passado, você tinha uma questão de risco de segurança nacional, que é muito difícil de ser provado. Agora, a Suprema Corte pode ter um entendimento de que as tarifas são válidas desde que o governo americano comprove que esses argumentos estão sendo infringidos”, afirmou Lucena.
O economista ressalta que, desta vez, o governo americano precisará comprovar as acusações de forma individualizada para cada país investigado, o que torna o processo mais lento e complexo. Relatórios de organizações internacionais e dados históricos sobre setores específicos devem ser usados como base de evidências.
Lucena projeta que o julgamento das investigações deve ocorrer somente após as eleições de midterm nos Estados Unidos, sem previsão de resolução ainda em 2026.
Na leitura do economista, a inclusão de 60 países na lista serve também como instrumento de negociação bilateral. Trump tenderia a tratar com mais flexibilidade os países politicamente alinhados a sua agenda e a pressionar com mais intensidade aqueles que divergem de suas posições.
“O presidente Trump negocia caso a caso. Países com visão política alinhada a ele tendem a receber tarifas menores ou terem o tema levado à negociação. Já aqueles com políticas mais independentes sofrem ações diretas”, disse Lucena.
O economista alertou que o Brasil acumula outros pontos de atrito com Washington além da questão trabalhista. O posicionamento do governo brasileiro nos conflitos internacionais, incluindo a guerra na Ucrânia, o conflito em Gaza e a operação militar no Irã, é interpretado pela Casa Branca como um alinhamento do Brasil com Rússia e Irã, o que amplifica o risco de retaliações comerciais.
“A visão que os americanos têm do Brasil é que o país tem um lado, e esse lado não é o do Ocidente”, afirmou Lucena, que avaliou o conjunto de ações americanas como parte de uma estratégia focada também em influenciar o cenário político interno brasileiro.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Justiça italiana mantém restrições para conceder cidadania e frusta 70 milhões de descendentes no Brasil
2
Abicom alerta para risco de faltar diesel no Brasil em abril
3
Master: o contrato com a esposa de Moraes e o abalo no STF; ‘Não basta ser legal, tem que parecer legal’
4
Ações da Embraer caem no menor nível em quase oito meses; entenda o porquê
5
Wetzel protocola plano de recuperação extrajudicial após acordo com credores