Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
TikTok é acusado de realizar testes secretos com 15 milhões de usuários nos EUA
Publicado 09/10/2026 • 10:30 | Atualizado há 45 minutos
Firmus, empresa australiana de IA apoiada pela Nvidia, desiste de IPO histórico
Acordo da SpaceX para comprar licenças de espectro faz ações de AT&T, Verizon e T-Mobile despencarem
Nasdaq recua 1% pressionado por ações de IA após receita da OpenAI decepcionar
Ações de Nvidia, Oracle, CoreWeave e outras empresas de IA despencam após dados sobre receita da OpenAI
Receita da TSMC sobe 54,6% em setembro com demanda por chips de IA
Publicado 09/10/2026 • 10:30 | Atualizado há 45 minutos
KEY POINTS
Flickr.
77% dos brasileiros pesquisam marcas no TikTok antes de comprar e 49% já compraram por influência de um criador de conteúdo.
O Ministério Público de Nova York ampliou as acusações contra o TikTok por supostas falhas na proteção de crianças e adolescentes. A plataforma é investigada por ter realizado um experimento sem informar os usuários, no qual aproximadamente 15 milhões de pessoas nos Estados Unidos ficaram sem acesso a um recurso desenvolvido para permitir a redefinição das recomendações de conteúdo.
A ferramenta, chamada de “Algo Refresh”, foi criada para oferecer aos usuários a possibilidade de reiniciar as sugestões de vídeos exibidas no aplicativo. Segundo a acusação, o TikTok restringiu o acesso à funcionalidade para parte do público com o objetivo de analisar se ela poderia reduzir o tempo de permanência na rede social.
O caso integra uma ação judicial iniciada em 2024 pela procuradora-geral de Nova York, Letitia James, em conjunto com autoridades de outros 13 estados norte-americanos. O processo questiona práticas da plataforma que, segundo os autores, podem estimular o uso excessivo do aplicativo e provocar consequências negativas para a saúde mental dos jovens.
Os registros, divulgados pela Bloomberg Businessweek, indicam que a empresa iniciou, em 2021, testes relacionados ao funcionamento de seu sistema de recomendações. De acordo com a reportagem, aproximadamente 10% dos usuários norte-americanos foram selecionados para continuar utilizando a versão anterior da plataforma, sem a disponibilidade do Algo Refresh. Esse grupo serviu como referência para avaliar o comportamento das pessoas que tinham acesso à ferramenta.
O recurso permite redefinir as recomendações apresentadas no feed principal, conhecido como “Para Você”. Ao ser acionado, ele faz com que o aplicativo deixe de considerar as preferências anteriores na seleção inicial dos vídeos, passando a apresentar conteúdos mais gerais, de maneira semelhante ao que ocorre com uma conta recém-criada.
Com a comparação entre os dois grupos, a empresa buscava identificar possíveis mudanças nos hábitos de navegação e no tempo gasto dentro do aplicativo.
Leia também: TikTok testa compras sem sair do app e assistente de IA para escolher produtos
Para a Procuradoria de Nova York, o procedimento teria exposto parte dos usuários a condições de segurança inferiores às oferecidas aos demais, sem comunicação prévia sobre a participação no teste.
A acusação sustenta que a decisão foi especialmente preocupante por incluir adolescentes, considerados mais vulneráveis aos possíveis efeitos do consumo prolongado de conteúdos recomendados por algoritmos.
Na atualização do processo, Letitia James também menciona o caso de um adolescente norte-americano que morreu por suicídio após ter sido exposto a publicações relacionadas à automutilação e ao suicídio. Segundo a acusação, o jovem integrava o grupo que não recebeu acesso ao recurso durante o experimento.
A referência ao episódio faz parte dos argumentos apresentados pelas autoridades, mas não estabelece, por si só, uma relação direta de causa e efeito entre o teste e a morte do adolescente.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO TikTok reconheceu a realização do experimento. A empresa informou que parte dos usuários poderia permanecer com a experiência original do aplicativo enquanto novas funcionalidades eram avaliadas. A plataforma, porém, rejeita a interpretação de que esse tipo de procedimento tenha tornado o serviço menos seguro.
Segundo a companhia, testes com diferentes grupos fazem parte do desenvolvimento de produtos digitais e são utilizados regularmente para verificar o desempenho de ferramentas e compreender seus efeitos na utilização cotidiana.
A divergência entre as autoridades e o TikTok está, portanto, na avaliação dos riscos envolvidos e na responsabilidade da empresa ao manter determinados usuários fora de uma funcionalidade relacionada à segurança.
O novo questionamento ocorre em meio a outras disputas judiciais envolvendo a atuação do TikTok e a proteção de crianças e adolescentes nos Estados Unidos.
Entre os casos mencionados estão acusações de descumprimento da Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças, conhecida pela sigla COPPA. A legislação estabelece regras para a coleta e o tratamento de informações pessoais de menores de 13 anos.
Em uma dessas disputas, a plataforma foi acusada de permitir que crianças criassem contas sem autorização dos responsáveis e de coletar dados pessoais desse público de forma irregular. O material que fundamenta as novas acusações também menciona um acordo financeiro de US$ 400 milhões relacionado a esse tipo de investigação.
Além das questões de privacidade, empresas responsáveis por redes sociais enfrentam processos que discutem o funcionamento de recursos capazes de incentivar a permanência dos usuários nas plataformas.
Nesse contexto, os sistemas de recomendação ocupam uma posição central nas investigações, já que determinam quais publicações são apresentadas e influenciam a sequência de vídeos consumidos pelo público.
A ampliação do processo em Nova York acrescenta uma nova questão ao debate sobre a responsabilidade das plataformas digitais: os limites para a realização de testes que alteram a experiência de usuários, especialmente quando envolvem menores de idade.
As autoridades questionam se a empresa poderia restringir o acesso a uma ferramenta associada à proteção dos usuários sem informar os participantes ou avaliar adequadamente os possíveis riscos.
O TikTok, por sua vez, sustenta que a experimentação é uma prática habitual no desenvolvimento e na avaliação de funcionalidades.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Caiado anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial
2
CEO da Nokia afirma que data centers seriam construídos “duas vezes mais rápido” sem restrições de fornecimento
3
Microsoft garante exclusividade de streaming de GTA 6 no lançamento pelo Xbox Cloud Gaming
4
Casas Bahia corta estoque em 40% e reduz quadro em 4,6 mil pessoas
5
Caso Master: advogado de Vorcaro enviou endereço residencial de Gonet ao banqueiro e elogiou jantar na casa do PGR