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Trump anuncia tarifa de 25% sobre caminhões importados a partir de 1º de novembro
Publicado 06/10/2025 • 17:50 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 06/10/2025 • 17:50 | Atualizado há 5 meses
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Alex Brandon/AP/Estadão Conteúdo
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (6) que caminhões médios e pesados importados passarão a ser taxados em 25% a partir de 1º de novembro. A medida faz parte da política industrial de sua administração para proteger fabricantes americanos da concorrência estrangeira.
No mês passado, Trump já havia sinalizado que a taxação seria implementada sob o argumento de segurança nacional. Segundo ele, a iniciativa deve fortalecer a indústria doméstica e beneficiar empresas como Paccar, Peterbilt, Kenworth e Daimler Truck.
A Câmara de Comércio dos EUA, no entanto, criticou a decisão, lembrando que os principais fornecedores desses veículos são países aliados — entre eles México, Canadá, Japão, Alemanha e Finlândia — e que, portanto, não configuram qualquer ameaça à segurança nacional.
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O México é atualmente o maior exportador de caminhões médios e pesados para os Estados Unidos. Dados do governo americano mostram que as importações desses veículos triplicaram desde 2019, alcançando cerca de 340 mil unidades.
Pelo acordo USMCA — que substituiu o Nafta —, caminhões podem ser isentos de tarifas se ao menos 64% de seu valor vier de componentes norte-americanos, como motores, eixos, aço ou mão de obra de montagem.
Empresas como a Stellantis (controladora da Chrysler) e o Grupo Volvo, da Suécia, que está construindo uma nova fábrica de caminhões pesados no México, estão entre as mais afetadas pela medida. O governo mexicano reagiu negativamente à decisão de Donald Trump, destacando que seus caminhões exportados aos EUA contêm, em média, 50% de componentes americanos, incluindo motores a diesel.
Em 2024, os Estados Unidos importaram quase US$ 128 bilhões em peças para veículos pesados vindas do México — o equivalente a 28% do total das importações do setor. A nova política tarifária, portanto, deve impactar diretamente a cadeia produtiva integrada entre os dois países e tensionar as relações comerciais bilaterais.
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