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Trump discursa em Davos em meio à ofensiva sobre Groenlândia e novas ameaças tarifárias
Publicado 21/01/2026 • 09:25 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 21/01/2026 • 09:25 | Atualizado há 2 horas
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REUTERS/Kevin Lamarque
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
O presidente Donald Trump deve discursar nesta quarta-feira (21) no Fórum Econômico Mundial, falando diretamente a um público que tem sido colocado em alerta por sua postura cada vez mais agressiva em relação ao território aliado da Groenlândia.
O discurso de Trump está previsto para começar às 10h30 (horário de Brasília). A apresentação será intercalada por reuniões com outros líderes mundiais que participam da cúpula de cinco dias em Davos, na Suíça, informou a Casa Branca.
Trump, que enfrenta um difícil ciclo eleitoral de meio de mandato marcado pelas preocupações dos americanos com o custo de vida, já havia dito que falaria em Davos sobre propostas para tornar a moradia mais acessível.
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No entanto, o que já ocupa o centro das atenções é sua postura cada vez mais beligerante em relação à Europa, à medida que ele e sua administração insistem em tentar adquirir a Groenlândia da Dinamarca.
Trump e seus assessores se recusaram a descartar o uso das Forças Armadas dos EUA na Groenlândia. Recentemente, o presidente afirmou que imporá tarifas cada vez mais altas a diversos aliados europeus importantes até que seja fechado um acordo para a venda da ilha no Ártico.
Os mercados americanos despencaram na primeira sessão de negociações após a mais recente ameaça tarifária de Trump.
Autoridades dos EUA, falando em Davos na terça-feira antes da chegada de Trump, buscaram acalmar os temores em relação às ações do presidente.
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“Todo mundo respire fundo”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, ao programa de Joe Kernen, da CNBC. “Não escalem… O presidente Trump tem uma estratégia aqui. Ouçam o que ele tem a dizer, e então tudo ficará bem.”
O secretário de Comércio, Howard Lutnick, disse ao programa “Money Movers”, da CNBC, que os “acordos tarifários, nossos acordos comerciais com a Europa, com o Reino Unido — são duradouros e estáveis”.
“É possível ter atritos com seus aliados. É possível discordar deles. Isso não impede que continuem sendo seus aliados ou grandes parceiros comerciais”, acrescentou Lutnick.
Trump disse na Casa Branca, antes de partir para Davos: “Temos muitas reuniões agendadas sobre a Groenlândia, e acho que as coisas vão se resolver muito bem”.
Ainda assim, sua postura expansionista tem provocado alarme e indignação entre líderes e cidadãos europeus.
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“As pessoas estão preocupadas, com medo, confusas”, disse Naaja Nathanielsen, ministra de Negócios e Recursos Minerais da Groenlândia, à CNBC na terça-feira (20), ao ser questionada sobre como os moradores estão reagindo às ações de Trump.
Essa avaliação está alinhada a pesquisas de opinião recentes, que mostram que os groenlandeses se opõem amplamente à incorporação ao território americano, além de protestos que surgiram em solidariedade à região.
Uma delegação da Groenlândia e da Dinamarca afirmou, por sua vez, após se reunir com o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, que há uma “divergência fundamental” com o governo Trump.
Trump, que há muito tempo busca tornar a Groenlândia parte dos Estados Unidos, até agora se recusou a aceitar uma resposta negativa. Ele argumenta que a Groenlândia é um ativo indispensável para a segurança nacional americana devido às supostas ameaças representadas no Ártico por Rússia e China.
Em meio à turbulência geopolítica, alguns aliados europeus ampliaram sua presença militar na Groenlândia, o que despertou a irritação de Trump.
A Groenlândia é um território autônomo dentro do Reino da Dinamarca, que é membro da Otan, a aliança militar histórica da Europa com os Estados Unidos e o Canadá. O pilar da aliança é o compromisso de que um ataque contra um único membro é considerado um ataque contra todos.
Apesar disso – e apesar de os EUA já manterem uma base militar na Groenlândia – Trump sustenta que apenas uma aquisição total pode garantir a segurança na região.
“China e Rússia querem a Groenlândia, e não há nada que a Dinamarca possa fazer a respeito”, escreveu Trump no sábado em sua rede social, a Truth Social.
Na mesma publicação, Trump afirmou que imporá tarifas sobre importações de oito países membros da Otan, incluindo França e Reino Unido, em retaliação ao envio de tropas para a Groenlândia. As novas tarifas começarão em 10% no próximo mês e subirão para 25% em junho, segundo o presidente.
Esses países europeus agora consideram impor fortes medidas econômicas de retaliação contra os Estados Unidos.
“Ameaças tarifárias são inaceitáveis… Os europeus responderão de forma unida e coordenada caso elas se confirmem”, disse o presidente francês Emmanuel Macron no sábado. “Vamos garantir que a soberania europeia seja respeitada.”
Desde então, a visão de Trump sobre Macron parece ter se deteriorado.
Ao ser questionado sobre reportagens de que Macron não participaria do chamado Conselho da Paz, voltado à resolução de conflitos em Gaza, Trump ameaçou impor uma tarifa de 200% sobre o vinho francês.
“Ninguém o quer porque ele vai deixar o cargo muito em breve”, acrescentou Trump.
O presidente também revelou que convidou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para integrar esse conselho.
Na manhã de terça-feira, Trump compartilhou nas redes sociais o que parecia ser uma captura de tela de uma mensagem de texto de Macron, na qual o presidente francês escreveu que não entende a estratégia do líder americano em relação à Groenlândia.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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