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Trump sinaliza trégua no Irã, elogia nova líder da Venezuela e faz ofensiva contra “cidades-santuário”
Publicado 14/01/2026 • 18:49 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 14/01/2026 • 18:49 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
REUTERS/Evelyn Hockstein
Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dominou o cenário internacional nesta quarta-feira (14) ao afirmar que o “massacre” no Irã foi interrompido. Segundo o republicano, fontes seguras indicaram que não há novos planos de execuções no país, que enfrenta sua crise mais severa desde 1979.
A declaração surge após o regime iraniano admitir mais de 2.000 mortes em confrontos, enquanto ONGs internacionais estimam que o número real ultrapasse as 3.400 vítimas.
Apesar do tom mais ameno, os EUA mantêm cautela militar, tendo retirado parte do pessoal de bases no Oriente Médio preventivamente. Trump, que na terça-feira (13) ameaçou uma “ação muito forte”, ainda avalia opções que incluem ciberataques e sanções econômicas (orçadas em bilhões de dólares).
No entanto, aliados regionais como Arábia Saudita e Catar pressionam por uma saída diplomática, temendo que uma ofensiva desestabilize o mercado global de petróleo, elevando preços e gerando crises internas.
Em uma guinada diplomática, Trump elogiou a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, chamando-a de “pessoa incrível” após uma longa conversa telefônica.
Rodríguez assumiu o poder em 3 de janeiro, logo após a operação americana que capturou Nicolás Maduro.
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Segundo Trump, a colaboração da nova liderança permitiu o cancelamento de novos ataques ao país, com Caracas já libertando prisioneiros políticos e retomando o envio de petróleo para as refinarias americanas.
No plano interno, Trump intensificou a pressão sobre estados democratas ao prometer o corte total de financiamento federal para qualquer jurisdição que proteja imigrantes ilegais, as chamadas “cidades-santuário”.
A medida deve entrar em vigor em 1º de fevereiro e pode afetar 19 estados e o Distrito de Colúmbia, onde vivem cerca de 160 milhões de pessoas (quase metade da população dos EUA).
O anúncio ocorre em meio ao caos em Minneapolis, onde agentes federais realizam prisões em massa após a morte da cidadã Renee Good.
A repressão em Minnesota atingiu até refugiados somalis legais e crianças, gerando denúncias de racismo e uso desproporcional de força. Trump justificou as ações como necessárias para combater fraudes, chegando a utilizar termos pejorativos contra a comunidade somali local.
Grupos de direitos humanos prometem levar a disputa aos tribunais, alegando que o bloqueio de verbas federais (que somam bilhões de dólares) é inconstitucional e visa punir eleitores que não votaram no republicano.
Sobre a crise de soberania no Ártico, Trump mudou o tom agressivo de “conquista” para um de negociação. Após reunião em Washington com autoridades da Dinamarca e da Groenlândia, o presidente afirmou que “uma solução será encontrada”, destacando a boa relação com os dinamarqueses.
Embora a Dinamarca tenha anunciado reforço militar com apoio da Suécia e Noruega, a criação de um grupo de trabalho bilateral sugere que a pressão americana agora foca em cooperação estratégica e acesso a recursos minerais.
A proposta de Trump para a ilha, que poderia custar até US$ 700 bilhões (aproximadamente R$ 3,75 trilhões, na cotação atual), segue como prioridade para o sistema de defesa antimísseis dos EUA.
Especialistas acreditam que, apesar das negativas iniciais de Nuuk e Copenhague, Washington tentará barganhar investimentos massivos em infraestrutura em troca de maior controle sobre o território, visando neutralizar a influência russa e chinesa no Polo Norte.
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