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EUA suspendem ameaça de tarifas e sanções contra a Colômbia após acordo sobre deportações
Publicado 27/01/2025 • 07:04 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 27/01/2025 • 07:04 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Donald Trump
RS/via Fotos Publicas
Os Estados Unidos e a Colômbia recuaram de uma possível guerra comercial no domingo, depois que a Casa Branca anunciou que o país sul-americano concordou em aceitar aeronaves militares transportando migrantes deportados.
O presidente dos EUA, Donald Trump, havia ameaçado impor tarifas e sanções à Colômbia como forma de punição por sua recusa anterior em aceitar voos militares com deportados, parte de sua ampla política de repressão à imigração.
No entanto, em um comunicado divulgado no domingo à noite, a Casa Branca afirmou que a Colômbia concordou em aceitar os migrantes, e Washington não aplicaria as penalidades ameaçadas.
“O Governo da Colômbia concordou com todos os termos do presidente Trump, incluindo a aceitação irrestrita de todos os estrangeiros ilegais provenientes da Colômbia retornados dos Estados Unidos, inclusive em aeronaves militares americanas, sem limitações ou atrasos”, dizia o comunicado.
As ordens preliminares para a imposição de tarifas e sanções contra a Colômbia serão “mantidas em reserva e não assinadas, a menos que a Colômbia deixe de cumprir este acordo”, acrescentou.
O ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Luis Gilberto Murillo, declarou no domingo à noite: “Superamos o impasse com o governo dos EUA”. Ele acrescentou que o governo colombiano já tinha o avião presidencial pronto para facilitar o retorno dos colombianos que deveriam chegar ao país naquela manhã em voos de deportação.
As medidas preliminares incluíam a imposição de tarifas de 25% sobre todos os produtos colombianos importados pelos EUA, aumentando para 50% em uma semana; a proibição de viagens e a revogação de vistos de funcionários do governo colombiano; além de sanções emergenciais no setor financeiro, bancário e do tesouro.
Trump também afirmou que ordenaria inspeções rigorosas na fronteira para cidadãos e cargas colombianas. Um porta-voz do Departamento de Estado informou que os EUA suspenderam o processamento de vistos na embaixada em Bogotá.
A Colômbia é o terceiro maior parceiro comercial dos EUA na América Latina, enquanto os EUA são o principal parceiro comercial da Colômbia.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, anteriormente condenou os voos militares de deportação, afirmando que nunca realizaria operações para deportar americanos algemados de volta aos Estados Unidos.
“Somos o oposto dos nazistas”, escreveu ele em uma publicação na plataforma social X.
No entanto, Petro também disse que a Colômbia receberia os migrantes deportados em aviões civis e ofereceu seu avião presidencial para facilitar o “retorno digno” deles.
Trump declarou imigração ilegal uma emergência nacional e, desde que assumiu o cargo na última segunda-feira, intensificou a repressão, incluindo o uso do exército para reforçar a segurança nas fronteiras, a proibição ampla de pedidos de asilo e medidas para restringir a cidadania para crianças nascidas em solo americano.
O México também se recusou, na semana passada, a permitir que uma aeronave militar americana pousasse com migrantes deportados.
Trump afirmou que está considerando impor tarifas de 25% sobre importações do Canadá e do México em 1º de fevereiro, para forçar ações adicionais contra a imigração ilegal e o tráfico de fentanil para os EUA.
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Juliana Colombo é jornalista especializada em economia e negócios. Já trabalhou nas principais redações do país, como Valor Econômico, Forbes, Folha de S. Paulo e Rede Globo.
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