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União Europeia e Austrália assinam acordo de livre comércio e nova parceria de defesa

Publicado 24/03/2026 • 09:07 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A UE e Austrália fecham acordo de livre comércio após oito anos, mirando reduzir dependência da China e exposição a tarifas dos EUA.
  • O pacto inclui parceria em defesa e acesso a matérias-primas críticas; exportações europeias ao país podem crescer mais de 30% em uma década.
  • O acordo amplia cota de carne australiana na UE, mas enfrenta reação de agricultores europeus, que criticam concessões.

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Ursula von der Leyen pediu desescalada urgente para evitar que o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã se espalhe pelo Oriente Médio.

A União Europeia (UE) e a Austrália concluíram nesta terça-feira (24) o texto final de um acordo de livre comércio, em um movimento alinhado à estratégia de reduzir a dependência econômica da China e a exposição às tarifas de importação dos Estados Unidos.

O pacto foi assinado em Canberra pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelo primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, em um contexto de tensões comerciais entre grandes economias e de crise energética global provocada pela guerra no Oriente Médio.

Além do acordo comercial, as partes formalizaram uma parceria em defesa, com foco em segurança marítima, cibernética e no acesso a matérias-primas críticas, como lítio, tungstênio e minerais de terras raras — considerados estratégicos para cadeias industriais.

As negociações, que duraram oito anos, avançaram após a superação de impasses sobre o uso de indicações geográficas por produtores australianos e o acesso da carne bovina ao mercado europeu.

O novo acordo amplia significativamente a cota de exportação de carne australiana para a UE ao longo da próxima década, ainda que abaixo das expectativas do setor no país.

A Comissão Europeia projeta que as exportações do bloco para a Austrália cresçam mais de 30% em dez anos, com alta próxima de 50% para setores como laticínios e automóveis.

O acordo, no entanto, enfrenta resistência interna na Europa. Entidades agrícolas criticaram o que classificam como concessões excessivas, citando o acúmulo de tratados recentes firmados pelo bloco.

O movimento ocorre em paralelo a outras frentes comerciais da UE. Na segunda-feira, o bloco anunciou a aplicação provisória do acordo com o Mercosul a partir de 1º de maio, apesar de questionamentos no Parlamento Europeu. Em janeiro, Bruxelas também formalizou um pacto com a Índia, após duas décadas de negociações, criando uma zona de livre comércio que abrange cerca de dois bilhões de pessoas.

Em termos de fluxo comercial, empresas europeias exportaram cerca de US$ 42,9 bilhões em bens para a Austrália no último ano, além de US$ 35,9 bilhões em serviços. Para Canberra, a diversificação de mercados tem sido prioridade desde a disputa com a China, em 2020, que levou à interrupção de embarques agrícolas por anos, e após a adoção de tarifas pelos Estados Unidos em 2025.

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