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Após falhas de segurança em assalto, Louvre tem centenas de obras egípcias danificadas por vazamento de água
Publicado 07/12/2025 • 15:36 | Atualizado há 2 meses
Publicado 07/12/2025 • 15:36 | Atualizado há 2 meses
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Museu do Louvre
Um vazamento de água no final de novembro danificou centenas de obras no departamento egípcio do Louvre, informou o museu parisiense à AFP neste domingo (7), semanas depois de um roubo de joias descarado ter levantado preocupações sobre sua infraestrutura.
“Entre 300 e 400 obras” foram afetadas pelo vazamento descoberto em 26 de novembro, disse o administrador adjunto do museu, Francis Steinbock, descrevendo-as como “revistas de egiptologia” e “documentação científica” usada por pesquisadores.
Os itens danificados datam do final do século XIX e início do século XX e são “extremamente úteis”, mas “de forma alguma são únicos”, acrescentou Steinbock.
“Nenhum artefato do patrimônio foi afetado por esses danos”, disse ele, acrescentando que “neste momento, não temos perdas irreparáveis e definitivas nessas coleções”.
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O incidente ocorre após um roubo em outubro, no qual uma quadrilha de quatro pessoas invadiu o museu de arte mais visitado do mundo em plena luz do dia, roubando joias avaliadas em cerca de US$ 102 milhões em apenas sete minutos, antes de fugir em scooters, o que gerou debate sobre a infraestrutura obsoleta do museu.
O Louvre informou que haverá uma investigação interna sobre o vazamento de novembro, causado pela abertura acidental de uma válvula no sistema de aquecimento e ventilação, que permitiu a infiltração de água pelo teto da ala Mollien, onde os livros estavam armazenados.
O sistema, “completamente obsoleto”, está desligado há meses e deve ser substituído a partir de setembro de 2026, acrescentou o administrador do museu.
Quanto às obras, elas serão “secas, enviadas a um encadernador para serem restauradas e, em seguida, devolvidas às prateleiras”, acrescentou ele.
No final de novembro, o Louvre anunciou que aumentaria o preço dos ingressos para a maioria dos visitantes de fora da União Europeia, o que significa que turistas dos EUA, Reino Unido e China, entre outros, terão que pagar 32 euros (US$ 37) para entrar.
O museu informou à AFP que o aumento de 45% nos preços visa impulsionar a receita anual em até US$ 23 milhões para financiar melhorias estruturais na instituição cultural.
O Louvre é o museu mais visitado do mundo, recebendo 8,7 milhões de visitantes em 2024, dos quais 69% são estrangeiros.
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