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“O governo deve agir rápido, mas com cautela”, afirma Roberto Giannetti sobre medidas para exportadores
Publicado 12/08/2025 • 00:56 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 12/08/2025 • 00:56 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu, na noite desta segunda-feira (11), com ministros para alinhar os detalhes de um plano de contingência contra o tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as exportações brasileiras. No entanto, a reunião não resultou, por enquanto, em um anúncio oficial de medidas para os setores afetados.
Para comentar o cenário, o economista Roberto Giannetti, ex-secretário de Comércio Exterior, foi entrevistado e destacou as dificuldades e possíveis soluções para atenuar o impacto do aumento tarifário, principalmente para exportadores de commodities agrícolas, como cacau, frutas e grãos.
Giannetti afirmou que a estratégia do governo pode não ser permanente, sendo uma resposta temporária ao tarifaço, que poderá ser ajustado em breve. “Esse tarifaço pode ser um problema temporário. Precisamos tomar medidas de contingência para dar fôlego ao empresário exportador, para que ele consiga manter a atividade e, quem sabe, retomar as exportações para os Estados Unidos em breve”, disse.
O economista sugeriu algumas ações que poderiam ser adotadas, como o adiamento de impostos para os exportadores, dando mais liquidez e tempo para que as empresas reorganizem seus estoques e operações. Além disso, mencionou a necessidade de devolução dos créditos tributários acumulados pelos exportadores, especialmente junto aos governos estaduais, como forma de aliviar a situação.
Outra proposta discutida foi o alongamento dos prazos de financiamento pré-exportação. Segundo Giannetti, isso ajudaria os exportadores a manter estoques e capital de giro, enquanto enfrentam as dificuldades causadas pelo aumento das tarifas. “Os exportadores precisam de fôlego financeiro. O governo deve agir rapidamente para ajudar, mas de forma cautelosa, para que as medidas atendam às necessidades dos diferentes setores”, afirmou.
Em relação à realocação das exportações para outros mercados, Giannetti destacou a dificuldade dessa medida. Embora haja a possibilidade de transferir parte das exportações para outros países, especialmente mercados próximos, ele afirmou que a tarefa não é simples, principalmente quando se trata de produtos manufaturados e perecíveis. “O Brasil tem uma relação comercial consolidada com os EUA, e os produtos exportados para lá têm especificações e regulamentações próprias, o que dificulta a transferência para outros destinos em um curto prazo”, explicou.
O economista também observou que, para alguns exportadores, a dependência do mercado norte-americano é maior do que para outros, e que as empresas que dependem 100% das exportações para os EUA podem precisar de mais ajuda do que aquelas com um mercado diversificado.
Apesar das dificuldades, Giannetti acredita que o governo, liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, está desenhando um plano factível e eficaz, sem pressa em aplicar medidas precipitadas. “É necessário cautela para que o plano seja bem estruturado e capaz de manter o parque industrial brasileiro funcionando”, concluiu.
A expectativa agora é que o governo apresente uma solução abrangente e adequada às necessidades dos exportadores, com o objetivo de mitigar os impactos do tarifaço e garantir a continuidade das exportações brasileiras para os Estados Unidos e outros mercados.
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