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Brasil pode liderar produção de biocombustíveis e hidrogênio verde, apontam especialistas em painel
Publicado 19/08/2025 • 15:35 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 19/08/2025 • 15:35 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O painel “O Green Deal brasileiro – energia limpa e renovação industrial”, realizado nesta terça-feira (19) no FT Climate & Impact Summit Latin America e Brasil 2030, reuniu lideranças empresariais e do agronegócio para debater os caminhos do país rumo à descarbonização da economia.
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A sessão contou com a participação de Clarissa Sadock (CEO da Comerc Energia), Muni Lourenço (vice-presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária – CNA), Glauco Freitas (Country Manager Director da Hitachi Energy Brasil) e Miguel Setas (CEO da Motiva), com mediação de Christiane Pelajo, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, e Michael Stott, editor do Financial Times para a América Latina.
A CEO da Comerc Energia, Clarissa Sadock, ressaltou a importância da inteligência artificial para que o Brasil utilize de forma produtiva todo o seu potencial de geração de energia limpa, ampliando o valor agregado dessa produção.
“A energia solar já é uma realidade no Brasil, e nós temos muito potencial para ampliar a geração. Precisamos estimular também o consumo, trazer mais investimentos para o Brasil, mais data centers, para que possamos ter mais dessa indústria aqui”, afirmou.
Sadock também chamou atenção para os desafios operacionais trazidos pelo crescimento da geração solar e eólica, especialmente no Nordeste, como o Curtailment – quando parte da energia produzida é cortada pelo operador do sistema, resultando em desperdício.

“Há 20 anos a nossa matriz era hidrotérmica, o que exigia grandes linhas para levar energia ao país inteiro. Hoje temos uma matriz com forte presença de eólico e solar, concentrada no Nordeste, enquanto o consumo segue no Sudeste, além da geração distribuída nos telhados. Isso traz uma complexidade muito maior”, explicou.
Para ela, a solução passa pela adoção de sistemas de armazenamento em baterias. “Não tenho dúvida de que precisamos trazer a bateria para a nossa matriz, que hoje é mais intermitente e distribuída. Já estamos discutindo o leilão de armazenamento, e essa tecnologia já é usada no agronegócio, como em Luís Eduardo Magalhães (BA), onde é mais barato do que construir um linhão. Vejo a bateria como questão central para o país”, completou.
O vice-presidente da CNA, Muni Lourenço, destacou que o agronegócio brasileiro já contribui e pode ampliar sua participação na transição energética, aproveitando o contexto favorável para consolidar o país como centro global de energia renovável.
“O Brasil é destaque em etanol, biodiesel, biogás e biometano. A produção brasileira não gera apenas alimentos, fibras e insumos para a indústria, mas também energia renovável, a partir de biomassa e subprodutos animais e vegetais”, avaliou.

Lourenço defendeu ainda a Lei do Licenciamento Ambiental, aprovada pelo Congresso, argumentando que a norma foi discutida por 20 anos e fortalece a segurança regulatória. “Não concordamos que seja a ‘lei do desmatamento’. Agora esperamos que o Parlamento faça a sua vontade prevalecer na votação dos vetos”, disse.
O CEO da Motiva, Miguel Setas, ressaltou que o setor de transportes responde por 11% das emissões nacionais, ficando atrás apenas do desmatamento (49%) e do uso do solo (21%). Para ele, o Brasil tem uma oportunidade de “virar o jogo” na transição para modelos de mobilidade mais sustentáveis.
“A maior floresta tropical está aqui, a maior biodiversidade e reserva de água potável está aqui no Brasil. E no transporte, uma grande oportunidade é reduzir a participação da matriz rodoviária, aumentando o uso de alternativas como o transporte ferroviário e o hidroviário. Então há um potencial imenso de melhora”, afirmou.
Setas destacou ainda que essa mudança é um desafio sistêmico, que depende da articulação entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil organizada.
No debate sobre a infraestrutura elétrica, Glauco Freitas, Country Manager da Hitachi Energy Brasil, destacou o sistema interligado nacional (SIN) como um dos maiores trunfos do país. Segundo ele, 97% do território já está conectado, e a integração será concluída em setembro, com a entrada de Roraima no sistema.
“O sistema de transmissão de energia do Brasil é referência mundial. Com mais de 85% da energia sendo gerada por fontes renováveis, o desafio agora é reforçar a rede para escoar essa produção, já que a matriz energética cresceu 30% desde 2020 e deve crescer outros 30% até 2034”, afirmou.
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