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União Europeia e Canadá cedem a Trump: quais os ganhos para os EUA?
Publicado 23/08/2025 • 22:06 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 23/08/2025 • 22:06 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Brendan SMIALOWSKI / AFP
Trump postou declaração na Truth Social.
Em apenas dois dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alcançou vitórias relevantes em sua política comercial. União Europeia e Canadá aceitaram reduzir tarifas sobre produtos americanos, após meses de pressões da Casa Branca. Os acordos beneficiam setores estratégicos como energia, indústria e automóveis, consolidando a imagem de Trump como um negociador agressivo e bem-sucedido.
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O bloco europeu, que movimenta quase € 865 bilhões em comércio de bens com os EUA, vinha mantendo superávit expressivo — cerca de US$ 200 bilhões a mais em exportações para o mercado americano. Diante do tarifácio imposto por Trump, a União Europeia aceitou ampliar compras de produtos energéticos dos Estados Unidos, incluindo gás natural, petróleo e combustível para usinas nucleares, num pacote estimado em US$ 750 bilhões.
Outro ponto foi a redução de tarifas sobre itens destinados à indústria americana, medida que favorece exportadores dos EUA. Como contrapartida, Washington diminuiu a alíquota imposta sobre carros importados do bloco, de 25% para 15%. A medida beneficia consumidores americanos, especialmente pela redução de preços em veículos europeus de luxo, mas gerou desconforto na indústria automobilística local.
O Canadá, maior parceiro comercial dos EUA pela extensão da fronteira e integração econômica, também cedeu. O governo canadense anunciou corte de US$ 22 bilhões em tarifas retaliatórias, que incidiam sobre mais de 80 produtos, entre eles alumínio, peças automotivas e petróleo bruto — este último, a principal exportação canadense para os Estados Unidos.
A partir de 1º de setembro, a tarifa de 50% sobre o alumínio importado cai para 15%, aliviando setores industriais nos dois países. O acordo também busca reequilibrar fluxos dentro do pacto da América do Norte (EUA, Canadá e México), já que, recentemente, o México passou a vender mais veículos ao Canadá do que os próprios EUA.
As vitórias reforçam a estratégia de Trump de utilizar tarifas elevadas como ferramenta de barganha em negociações comerciais. Mesmo abrindo concessões pontuais, os Estados Unidos conquistaram ganhos significativos em áreas consideradas estratégicas para segurança energética e industrial.
Com a pressão sobre parceiros próximos, Trump sinaliza que sua política de tarifácio continuará a moldar relações comerciais, com impactos não apenas no equilíbrio de balança, mas também na competitividade global americana.
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