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‘O crime organizado está do poço ao posto’, diz presidente do ICL sobre esquema de fraude no setor de combustíveis
Publicado 28/08/2025 • 11:51 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 28/08/2025 • 11:51 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Uma megaoperação envolvendo cerca de 1.400 agentes investigou fraudes no setor de combustíveis, com destaque para esquemas que passam por postos, distribuidoras, transportadoras e fintechs, e que têm ligação direta com fundos e operações concentradas na Avenida Faria Lima, em São Paulo.
Em entrevista nesta quinta-feira (28) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o presidente do Instituto Combustível Legal (ICL), Emerson Kapaz, destacou que parte das investigações se concentra em fundos e empresas localizados no principal centro financeiro do Brasil.
“Os fundos que estão sendo averiguados vão mostrar a composição maior disso: fundos offshore por trás de fundos, laranjas por trás dos donos desses fundos. Agora vai ficar claro como o crime organizado se constitui nessa região financeira.”
Kapaz comentou ainda sobre operações suspeitas envolvendo criptomoedas. “Criptomoeda é escuridão total, eu não sei para onde foi, de onde veio. Então, precisamos de mecanismos que aumentem o controle da Receita e dos sistemas operacionais nesses casos específicos.”
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O executivo ainda afirmou que os crimes impactam significativamente quem atua na legalidade e movimentam bilhões de reais por ano. “Um preço um pouco abaixo do normal, como 80 centavos ou um real por litro, já pode indicar risco de fraude. O consumidor precisa estar sempre atento a esses sinais”, disse o executivo, explicando como identificar indícios de irregularidades no dia a dia.
Segundo Kapaz, o crime organizado atua em toda a cadeia produtiva de combustíveis. “O que vínhamos alertando há muito tempo se confirma: o crime organizado está do poço ao posto, não apenas na ponta. Eles controlam vários elos da cadeia, como transportadoras, fintechs, bombas e distribuidoras de combustível.”
Ele reforçou o impacto financeiro das fraudes. “O impacto no nosso setor de combustíveis é de R$ 29 bilhões por ano, considerando perdas por sonegação, adulteração, fraudes operacionais e todo esse esquema montado que aparece com clareza hoje.”
Ao considerar outros setores da economia, como ouro, fumo e bebidas, o faturamento do crime organizado chega a R$ 62 bilhões, segundo levantamento do Fundo Nacional de Segurança Pública.
“Nada é bala de prata nesse caso. Tem que ter o follow the money, mas também o follow the product, seguir a molécula do petróleo desde que sai da refinaria. Temos projetos de fiscalização, solidariedade tributária, monofasia de CMS, e estamos avançando para incluir o etanol”, concluiu Kapaz.
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