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Ouro fecha em alta e ultrapassa recorde histórico com tensão geopolítica
Publicado 09/09/2025 • 16:26 | Atualizado há 5 meses
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O que os ciclos passados do ouro dizem sobre o futuro do metal
Publicado 09/09/2025 • 16:26 | Atualizado há 5 meses
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Ouro
O ouro encerrou o dia em leve alta nesta terça-feira (9), depois de ultrapassar, pela primeira vez na história, a marca de US$ 3.700 (cerca de R$ 20.058,44, na cotação atual).
O movimento foi impulsionado por um ataque inesperado de Israel ao Catar e pela revisão para baixo nos dados de emprego dos Estados Unidos, o que aumentou a sensação de incerteza no cenário global.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro com vencimento em dezembro fechou em alta de 0,13%, cotado a US$ 3.682,20 (R$ 19.954,29) por onça-troy, renovando o recorde histórico de fechamento.
O preço do metal precioso oscilou bastante ao longo da manhã, chegando a ensaiar uma queda, mas se recuperou no início da tarde. O TD Securities avaliou que todos os mercados financeiros estão mostrando dinâmicas “tóxicas” em volumes de ativos e carteiras, e ressaltou que há sinais de uma possível onda de vendas generalizadas a caminho.
Robin Brooks, pesquisador sênior do Instituto Brookings, destacou que os mercados têm se comportado de maneira “estranha” desde o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, em Jackson Hole. Segundo ele, a expectativa consolidada de cortes nos juros pelo banco central americano este ano fortaleceu o ouro como refúgio seguro e manteve o dólar praticamente estável.
Soojin Kim, analista do MUFG, lembrou que o ouro já acumulou valorização de mais de 40% em 2025, impulsionado pelas compras dos bancos centrais, pela busca de ativos seguros e pelo aumento das tensões geopolíticas.
Nesta terça-feira, o preço disparou logo após Israel atacar Doha, capital do Catar, em uma operação para eliminar integrantes do Hamas. O movimento ganhou ainda mais força depois que o Departamento do Trabalho dos EUA revisou para baixo o número de empregos criados nos 12 meses até março de 2025, indicando que o mercado de trabalho americano está mais fraco do que o esperado.
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Apesar disso, o Commerzbank avalia que os próximos dados do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA podem mudar completamente o rumo do ouro.
“Os números da inflação americana têm poder para provocar uma forte correção nos mercados caso mostrem avanço nos preços, ou para empurrar o ouro para novas máximas se vierem surpreendentemente fracos”, prevê o banco.
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