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Importações chinesas para os EUA caem 27% em 2025
Publicado 10/09/2025 • 15:28 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 10/09/2025 • 15:28 | Atualizado há 4 meses
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Unsplash.
Importações chinesas para os EUA caíram 27% nas últimas 3 semanas ante 2024, segundo a Vizion.
O ritmo das importações chinesas para os Estados Unidos diminuiu de forma acentuada em 2025, e, diferentemente de anos anteriores, a temporada de pico do transporte marítimo de produtos para as festas de fim de ano já havia atingido o auge em julho. Com isso, o volume de cargas destinadas ao mercado estadunidense segue em queda, contrariando a expectativa de aumento nesta época do ano.
Segundo levantamento da Vizion, nas últimas três semanas, as importações vindas da China registraram retração de 27% em relação ao mesmo período do ano passado. Tradicionalmente, o fluxo de contêineres cresce até outubro, mas, neste ciclo, a movimentação desacelerou e não há indícios de grande volume no fim de setembro. Catherine Chien, presidente do conselho da Dimerco Express Group, afirmou: “Normalmente, esperaríamos um pico a partir da última semana de setembro antes da Golden Week. Até agora, não há sinais claros ou grandes pedidos no mercado que indiquem essa tendência”.

Entre os segmentos mais afetados estão móveis, brinquedos e artigos esportivos, aparelhos elétricos e componentes, máquinas, além de produtos plásticos, de acordo com análise da Vizion. O setor de brinquedos ilustra bem esse cenário: “Brinquedos e equipamentos esportivos seguem a tendência de 2024, mas, nas dez semanas posteriores ao pico, o volume permaneceu estável, com média 20% inferior ao do auge do ano passado”, explicou Kyle Henderson, CEO da Vizion.
Algumas exceções, como borracha e compostos orgânicos, mantiveram ou superaram os níveis de reservas de 2024 desde maio. Esse movimento foi impulsionado pelo adiantamento de estoques, motivado por extensões temporárias nas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em abril. O Porto de Los Angeles, por exemplo, registrou recorde de contêineres em julho devido à pausa nas tarifas, mas o setor observou uma queda rápida e recuperação lenta logo depois.
A Honour Lane Shipping, que atua na reserva de cargas marítimas da China para varejistas estadunidenses, relatou aos clientes que o impacto da guerra comercial gerou um pico curto e intenso entre maio e junho. “Os fabricantes estão presenciando um aumento muito lento e gradual, mesmo antes da Golden Week chinesa”, informou a empresa. Muitos clientes relataram estoques elevados nos Estados Unidos e, por isso, suspenderam temporariamente novos embarques.

Para outubro, as companhias marítimas já anunciaram 35 viagens canceladas (“blank sailings“). A aliança ONE, que inclui CMA CGM, COSCO, Evergreen e OOCL, suspendeu rotas entre portos chineses e os terminais de Long Beach e Oakland, Califórnia, na primeira semana de setembro, reduzindo a oferta de espaço para contêineres. A diminuição da capacidade levou a um aumento geral de US$ 1.000 (R$ 5.433) por contêiner de 40 pés, a partir de 15 de setembro.
O impacto negativo da guerra comercial é visto de forma mais intensa na América do Norte, única região global a registrar recuo nos volumes de contêineres no período, segundo a Sea-Intelligence. Noah Hoffman, vice-presidente de Transporte Terrestre da C.H. Robinson, afirmou que “normalmente, a alta temporada marítima, quando a maior parte dos produtos de fim de ano é enviada, começa em julho e vai até outubro. Este ano, atingiu o pico em julho”.
Dados do Logistics Managers’ Index de agosto apontam que a redução no volume de cargas pode afetar toda a cadeia, incluindo ferrovias, caminhões e armazéns. Zachary Rogers, professor associado da Colorado State University, avaliou: “O fato de a capacidade de transporte ter aumentado em agosto indica que há pouca carga a ser movimentada. A ausência de volume antes do pico provavelmente resulta do adiantamento de estoques e de uma possível redução geral no sistema”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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