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Quem controla o Estreito de Ormuz? Veja como funciona a passagem
Publicado 03/03/2026 • 22:52 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 03/03/2026 • 22:52 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Foto: Reuters
Guerra no irã: Quem controla o Estreito de Ormuz?
Em meio aos conflitos recentes no Oriente Médio causados pelas incertezas e ameaças sobre fabricações de armas nucleares, um bombardeio americano realizado no Irã intensificou a tensão na região e causou o fechamento do Estreito de Ormuz. Essa ofensiva americana matou o Líder Supremo Ali Khamenei, que comandava o país desde 1989.
Apesar dos conflitos armados, morte de líderes e contínuas ameaças sobre o programa nuclear iraniano, existe um outro assunto de interesse mundial que preocupa nações que sequer estão envolvidas nos embates.
Leia também: Se conflito fechar Ormuz por mais de 40 dias, faltará petróleo no mundo, diz especialista
A preocupação em questão trata sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas responsáveis por uma grande distribuição de petróleo, gás natural e outros produtos essenciais.
Após os bombardeios iranianos e americanos, essa rota foi bloqueada após ameaças da Guarda Revolucionária do Irã, grupo armado que respondia ao Líder Supremo.
De acordo com o Strauss Center, o Estreito de Ormuz abriga oito ilhas principais, sendo que sete delas estão sob controle do Irã. O país mantém presença militar nessas ilhas desde a década de 1970, reforçando sua influência estratégica sobre a região.

Diante desse cenário, a influência do Irã sobre a região levanta questionamentos sobre a continuidade do funcionamento do Estreito de Ormuz, sobretudo em um contexto de ataques e escalada militar contra o país. Como a rota é vital para o abastecimento energético de diversas economias globais, qualquer decisão envolvendo sua operação tem potencial de gerar impactos diretos nas finanças das demais nações.
Mesmo após a morte de Ali Khamenei, responsável pelas decisões políticas internacionais, o fechamento do estreito pode ser utilizado para realizar pressão geopolítica, seja para forçar negociações, um cessar-fogo ou a retirada de forças consideradas inimigas pelo governo iraniano.
Leia também: Aumento de seguros e bloqueio no Estreito de Ormuz eleva preços globais
Com o crescimento das tensões próximas à rota marítima, a sensibilidade de um bloqueio ou ameaça de fechamento da passagem possui um impacto imediato nos fluxos de energia para o resto do mundo, elevando os preços do petróleo, afetando cadeias produtivas e gerando crises nos mercados financeiros.
Com isso, o fechamento temporário do Estreito de Ormuz deve causar novos impactos que podem resultar em novos ataques, retirada de tropas e até possíveis acordos entre os países envolvidos nos conflitos. Entretanto, a última alternativa parece estar longe de acontecer, já que o presidente americano Donald Trump segue enviando tropas à região e reforçando as ameaças de um novo ataque.
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