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Tarifaço nos EUA repercute no consumo interno de café: preços disparam e oferta encolhe, diz ABIC
Publicado 24/09/2025 • 15:45 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 24/09/2025 • 15:45 | Atualizado há 5 meses
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Setor negocia isenção e busca manter presença nos mercados dos EUA e da Europa.
O tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos ao café brasileiro já provoca um duplo efeito: derrubou as exportações e começa a pressionar o consumo interno. Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), as vendas no mercado doméstico recuaram 4,23% em setembro, frente ao mesmo mês de 2024, e acumularam queda de 5,46% no 2º quadrimestre. A retração ocorre em um contexto de disparada nos preços e de dificuldades de oferta de grãos de qualidade.
No mercado externo, os sinais são claros: as exportações de cafés especiais para os EUA despencaram 79,5% em agosto, enquanto o embarque de café solúvel caiu 60% na mesma comparação anual. Essa perda de competitividade reduz margens da indústria, encarece custos e desorganiza fluxos logísticos.
No plano interno, o impacto chega ao bolso do consumidor. O preço do quilo do café solúvel subiu 50,59% em um ano; o tradicional, 48,57%; e o gourmet, 46,36%. Apenas as cápsulas de café registraram leve queda. A combinação de tarifas externas e inflação interna mostra como disputas comerciais globais se traduzem em efeitos imediatos para a mesa do brasileiro.
Leia mais:
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Os dados também mostram que, entre agosto e setembro deste ano, o índice de oferta de café para a indústria — que mede o abastecimento da matéria-prima — caiu de normal para seletivo, apontando uma “dificuldade com qualidade ou fontes de grão cru”.
Os preços do quilo do café dispararam em comparação com agosto de 2024, com destaque para o aumento do café solúvel, que subiu 50,59%. O café tradicional subiu 48,57%; o café gourmet, 46,36%; o café especial, 32,45%; e o café superior, 20,34%. Apenas as cápsulas de café apresentaram uma queda de 1,43%.
Em relação a julho deste ano, os preços também aumentaram. O café especial subiu 7%; o café descafeinado, 3,2%; e o café gourmet, 5,6%. Já o café superior e o café tradicional apresentaram uma leve queda na comparação mensal, de 1,23% e 4,2%, respectivamente.
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