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Assaí reduz expansão, corta custos e avalia venda de lojas; veja os bastidores

Publicado 12/02/2026 • 19:04 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • A direção do Assaí Atacadista informou ao mercado que está revisando sua estratégia de crescimento diante de um ambiente econômico mais desafiador.
  • A empresa, considerada a segunda maior rede de alimentos do país e com faturamento anual de R$ 84,7 bilhões, avalia a possibilidade de se desfazer de lojas com desempenho abaixo do esperado e decidiu diminuir o número de inaugurações previstas para 2026.

Foto: Divulgação

A rede de atacados afirmou em comunicado que os lançamentos tem como foco a qualidade, preço competitivo e variedade.

A direção do Assaí Atacadista informou ao mercado que está revisando sua estratégia de crescimento diante de um ambiente econômico mais desafiador.

A empresa, considerada a segunda maior rede de alimentos do país e com faturamento anual de R$ 84,7 bilhões, avalia a possibilidade de se desfazer de lojas com desempenho abaixo do esperado e decidiu diminuir o número de inaugurações previstas para 2026, conforme documento divulgado pela empresa.

Expansão mais cautelosa

Inicialmente, a companhia trabalhava com a abertura de dez unidades no próximo ano. No entanto, o plano foi reduzido para cinco novos pontos. Segundo a administração, o custo elevado do crédito, pressionado por juros altos, tem impactado despesas financeiras e resultados operacionais.

A taxa básica de juros vem se mantendo acima das projeções feitas pela empresa nos últimos anos, o que levou a rede a adotar uma postura mais conservadora. Projetos foram adiados e o ritmo de crescimento, desacelerado.

Apesar da contenção nas inaugurações, a empresa manteve o orçamento de aproximadamente R$ 700 milhões em investimentos (Capex) para 2026. Parte desses recursos já estava comprometida com iniciativas iniciadas anteriormente e ainda em andamento.

Reestruturação e cortes de pessoal

O presidente da companhia, Belmiro Gomes, afirmou que houve um processo de reorganização interna, com redução do quadro de funcionários, a informação é do Valor Econômico. A rede encerrou o ano passado com cerca de 92 mil colaboradores, mas o número atual é menor após ajustes realizados ao longo deste ano.

De acordo com a administração, a medida busca diminuir despesas operacionais e contribuir para o controle da alavancagem financeira, que vem sendo acompanhada de perto desde 2025.

Revisão do portfólio de lojas

Com 312 unidades em operação, o Assaí também analisa o desempenho individual dos pontos de venda. A empresa admite que pode vender lojas que não estejam entregando resultados satisfatórios. Segundo o Valor, unidades com margem de contribuição negativa representam menos de 0,5% do total.

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A possibilidade de fechamento ou alienação de estabelecimentos deverá ser detalhada ao longo do trimestre, após a conclusão das análises internas.

Nova aposta: farmácias e tecnologia

Entre os projetos mantidos está a ampliação de farmácias dentro das lojas. A expectativa é alcançar 25 unidades ainda neste ano, com potencial para chegar a 100 operações nesse formato no futuro, conforme apontam no documento de Demonstrações Financeiras.

Além disso, a companhia segue investindo em tecnologia e modernização de processos, iniciativas consideradas estratégicas para melhorar eficiência e competitividade.

Pressão da deflação nos alimentos

Outro fator que tem afetado o desempenho da rede é a queda nos preços de itens básicos. Produtos como arroz (-37,1%), leite (-16,1%), açúcar (-11,1%) e feijão (-10,2%) vêm registrando retração simultânea nos valores desde 2025, movimento considerado atípico pelo comando da empresa.

Como esses itens são essenciais para o modelo de atacarejo, a redução de preços impacta o faturamento nominal. Para mitigar os efeitos, a companhia pretende ampliar o mix de mercadorias, buscando novas frentes de crescimento.

Créditos tributários reforçam caixa

Ainda conforme divulgado, a empresa também identificou cerca de R$ 1,5 bilhão em créditos tributários relacionados a PIS e Cofins sobre bebidas frias. Esses valores poderão ser compensados de forma gradual com tributos futuros, reduzindo desembolsos de caixa ao longo do tempo.

A estratégia faz parte do esforço para fortalecer a posição financeira em um cenário de custos elevados e maior seletividade nos investimentos.

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