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China pausa compra de soja dos EUA e Brasil amplia presença como principal fornecedor, mostra estudo americano
Publicado 07/10/2025 • 08:50 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/10/2025 • 08:50 | Atualizado há 2 meses
CNA/Wenderson Araujo/Trilux
A China parou de comprar soja dos Estados Unidos, evidenciando a perda de espaço dos produtores americanos no maior mercado da commodity. Segundo dados do American Farm Bureau Federation (AFBF), maior entidade do setor agrícola nos EUA, entre janeiro e agosto de 2025, o país exportou apenas 218 milhões de bushels para a China, queda de quase 80% em relação aos 985 milhões do mesmo período em 2024.
Nos meses de junho, julho e agosto, os EUA praticamente não enviaram soja à China, que também deixou de adquirir volumes da nova safra para o próximo ciclo comercial. “Mesmo com safras competitivas, os agricultores americanos enfrentam falta de demanda consistente da China, o que cria uma lacuna difícil de preencher nos mercados de exportação”, observa o relatório Market Intel.
Enquanto isso, o Brasil reforça sua posição como principal fornecedor global. No mesmo período, exportou cerca de 2,5 bilhões de bushels de soja para a China, ampliando a liderança conquistada nos últimos anos. A Argentina também tentou aproveitar o momento, suspendendo temporariamente o imposto de exportação do grão para estimular as vendas, mas voltou a cobrar a taxa após atingir US$ 7 bilhões em receitas.
Apesar de as importações chinesas de soja alcançarem níveis recordes em 2025, a maior parte da demanda tem sido atendida por fornecedores da América do Sul. A mudança reflete uma estratégia de diversificação da China, que busca reduzir a dependência dos EUA em nome da segurança alimentar e da estabilidade dos preços domésticos.
A retração nas compras chinesas impacta fortemente a economia agrícola americana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USD A) projeta que as exportações do setor para a China somarão US$ 17 bilhões em 2025, queda de 30% ante 2024 e mais de 50% em relação a 2022. Em 2026, o volume deve cair ainda mais, para US$ 9 bilhões, o menor patamar desde a guerra comercial de 2018.
Neste ano, a China não comprou milho, trigo ou sorgo dos EUA, e as vendas de carne suína e algodão permanecem em níveis reduzidos. O excesso de oferta, somado à demanda externa mais fraca, tem pressionado os preços de milho, soja e trigo, reduzindo as margens de lucro dos agricultores. A situação é agravada pelos baixos níveis de água no Rio Mississippi, que elevam os custos de transporte.
Segundo a AFBF, cerca de 20% da produção agrícola americana é exportada, tornando o comércio exterior essencial para a renda do campo. “Sem acesso confiável aos principais mercados, os produtos agrícolas correm o risco de se acumular internamente, derrubando os preços e comprimindo as margens”, alerta o relatório.
Diante do cenário, especialistas destacam a necessidade de buscar novos mercados. Regiões como Sudeste Asiático, América Latina e África surgem como alternativas para compensar as perdas nas exportações à China. A expectativa é que programas de promoção comercial e novos acordos bilaterais impulsionem as vendas externas a partir de 2027.
A previsão mais recente do USDA indica que a receita com safras deve cair 2,5% em 2025, passando de US$ 242,7 bilhões para US$ 236,6 bilhões, o menor nível desde 2007. O recuo é atribuído a preços mais baixos e ao menor volume de exportações.
Embora uma recuperação parcial das vendas à China não esteja descartada nos próximos anos, analistas consideram que o movimento atual representa uma mudança estrutural no comércio agrícola global. “A diversificação de parceiros comerciais será crucial para reduzir riscos e sustentar a renda dos produtores americanos”, conclui o estudo.
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