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Impactos do conflito no Irã no agro brasileiro: “Não precisamos criar pavor”, diz Carlos Fávaro
Publicado 07/03/2026 • 16:15 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 07/03/2026 • 16:15 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o momento exige cautela ao avaliar os possíveis impactos do conflito envolvendo o Irã sobre o agronegócio brasileiro. Segundo ele, ainda é cedo para projetar efeitos concretos sobre o setor, apesar da apreensão observada no mercado.
“Não precisamos criar pavor. O Irã é um grande parceiro da agropecuária brasileira, maior comprador de milho do Brasil, e o Brasil é muito dependente de nitrogenados importados, portanto há correlação no custo de produção”, disse Fávaro a jornalistas, nos bastidores do lançamento do programa Acredita Sebrae, em Cuiabá. O ministro reconheceu que já existe algum temor no mercado, mas reforçou que o cenário deve ser acompanhado com muita cautela.
Questionado sobre a possibilidade de o governo adotar medidas de apoio aos produtores, o ministro avaliou que ainda não é o momento para intervenções. “Acho que é momento de acompanhar”, afirmou.
Leia também: Guerra no Irã pode afetar o agro no custo de insumos à instabilidade em mercados
De acordo com Fávaro, os produtores que atualmente estão plantando a segunda safra de milho já adquiriram os insumos necessários, o que reduz o risco imediato de impacto sobre os custos. “Para a safra de verão, que será implementada a partir de setembro, ainda há tempo para comprar os insumos”, explicou.
O ministro também afirmou que o Brasil acompanha com preocupação o cenário internacional e torce pelo fim do conflito. Segundo ele, o país espera “que essa guerra chegue ao fim o mais rápido possível”.
Durante o evento, Carlos Fávaro também comentou o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE). Segundo ele, com a aprovação do pacto pelo Congresso Nacional, o fluxo comercial com tratamento tarifário preferencial deve começar em 1º de maio.
“O Congresso aprovou. Em 1º de maio começam as relações comerciais com tarifa reduzida”, afirmou o ministro em vídeo publicado nas redes sociais, gravado nos bastidores do lançamento do programa Acredita Sebrae em Mato Grosso.
Leia também: Agropecuária lidera PIB brasileiro de 2025 com 32,8% do valor adicionado
Fávaro destacou que o acordo reúne o maior bloco comercial do mundo e representa o desfecho de 26 anos de negociações entre os dois blocos econômicos.
Segundo factsheet divulgado pelo governo brasileiro após a assinatura do acordo, em 17 de janeiro, o pacto entra em vigor no mês seguinte à conclusão dos trâmites internos de validação. A Comissão Europeia informou que pretende aplicar provisoriamente o Acordo Provisório de Comércio (ITA) até a conclusão de todas as etapas formais.
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