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OranjeBTC estreia na B3 e aposta em educação para consolidar ‘Padrão Bitcoin’
Publicado 07/10/2025 • 10:25 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 07/10/2025 • 10:25 | Atualizado há 3 meses
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Bitcoin
A OranjeBTC faz sua estreia na B3 nesta terça-feira (7), marcando a chegada da primeira companhia do país com 100% do negócio ligado ao Bitcoin (BTC). Listada sob o ticker OBTC3, a empresa inicia as negociações com 3.675 bitcoins em tesouraria, avaliados em cerca de US$ 457 milhões (R$ 2,4 bilhões).
O movimento é inédito também pela forma como ocorreu: a OranjeBTC chegou ao mercado de capitais por meio de um “IPO reverso”, ao adquirir o controle da Intergraus, um tradicional cursinho pré-vestibular de São Paulo, pertencente ao grupo Bioma Educação, por R$ 15 milhões. Na prática, o modelo permite a entrada na bolsa sem a necessidade de um processo formal de abertura de capital.
Fundada por Guilherme Gomes, ex-analista da Bridgewater Associates e da Swan Bitcoin, a empresa combina experiência em finanças globais com uma estratégia integralmente voltada ao Bitcoin. Gomes, que afirma ter 100% do próprio portfólio pessoal em BTC, defende uma tese de longo prazo de acumulação e transparência.
“A volatilidade não é um problema — é parte essencial da operação. O importante é ter perspectiva de longo prazo e disciplina para atravessar os ciclos do mercado”, disse o executivo.
A OranjeBTC atua sobre dois pilares: tesouraria e educação.
De um lado, busca acumular a maior posição corporativa de Bitcoin da América Latina, inspirando-se na norte-americana MicroStrategy, de Michael Saylor, que detém mais de 640 mil BTC.
De outro, aposta em educação e disseminação do conhecimento sobre o Bitcoin, oferecendo cursos, eventos, publicações e pesquisas sobre o papel da moeda digital no sistema financeiro global.
A companhia pretende também desenvolver programas educacionais formais e contínuos, abordando finanças, economia, teoria dos jogos, redes e o protocolo Bitcoin, com foco em formação profissional e institucional.
“Nosso mandato é promover o entendimento do Padrão Bitcoin de forma rigorosa, sem especulação, com clareza e relevância de longo prazo”, afirmou a empresa em comunicado.
Além do público geral, a OranjeBTC quer ampliar o acesso institucional ao Bitcoin. A companhia pretende criar pontes com fundos de pensão, seguradoras e gestoras, oferecendo alternativas reguladas de exposição ao ativo por meio dos mercados de capitais latino-americanos.
A empresa também planeja apoiar startups e empreendedores voltados à expansão do ecossistema Bitcoin na região.
“É assim que criamos valor duradouro: combinando o ativo mais sólido do planeta com a força mais poderosa dos mercados — a educação”, destacou Gomes.
Em fato relevante divulgado nesta segunda-feira (6), a OranjeBTC informou a aquisição de 25 bitcoins adicionais, ao preço médio de US$ 112,5 mil por unidade, totalizando US$ 2,8 milhões (R$ 15,5 milhões).
Com a nova compra, a empresa passou a deter 3.675 BTC em caixa, ao custo médio agregado de US$ 105,3 mil por unidade, reforçando a estratégia de posicionamento de longo prazo.
“A aquisição está alinhada com nossa política de manter uma posição relevante em Bitcoin, de forma prudente e transparente”, afirmou o CEO.
O Conselho de Administração da OranjeBTC reúne nomes de destaque no mercado financeiro: Eric Weiss (ex-Morgan Stanley), Fernando Ulrich (economista e autor de Bitcoin: a moeda na era digital), Julio Capua (ex-sócio da XP) e Josh Levine (vice-presidente da BlackRock).
A empresa é registrada como OranjeBTC S.A. – Educação e Investimento, com sede em São Paulo, e integra executivos com passagens por instituições como Bridgewater, BlackRock, XP Investimentos, Bioma Educação e Swan Bitcoin.
O nome “Oranje” — “laranja”, em holandês — reflete tanto a identidade visual do Bitcoin quanto a história financeira da Holanda, país que deu origem às primeiras bolsas de valores modernas.
“Estamos exportando algo diferente: não a laranja da agricultura paulista, mas a Oranje da revolução financeira do século XXI”, diz o texto institucional da companhia.
Para a empresa, o Brasil se tornará um polo de referência em adoção e regulação do Bitcoin na América Latina.
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