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EXCLUSIVO: contaminação por metanol acende alerta e reforça cuidados também no consumo de vinhos
Publicado 07/10/2025 • 19:30 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 07/10/2025 • 19:30 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O caso da jovem que morreu em São Bernardo do Campo após consumir bebida adulterada reacendeu o alerta sobre o risco de contaminação por metanol. As investigações apontam que o problema tem origem em destilados falsificados, mas o tema levanta uma dúvida importante: o que garante a segurança de bebidas fermentadas, como vinhos e cervejas, que também passam por processos químicos?
Sobre o assunto, o programa Radar, da Times Brasil – Conteúdo Licenciado CNBC entrevistou Cláudio Góes, presidente da Anprovin (Associação Nacional de Produtores de Vinhos).
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“Quando há casos de adulteração em destilados, o mercado inteiro fica em alerta. E é importante lembrar que esse cuidado vale para todas as bebidas”, declarou Góes que também explicou que o processo de produção do vinho é diferente do das bebidas destiladas: “O vinho se forma através da fermentação da fruta, e não da destilação. Por isso, sua graduação alcoólica é naturalmente menor, o que reduz o risco de formação de metanol”.
Segundo ele, o risco de adulteração do vinho com álcool mais barato existe, mas é raro. “Se forem adulterados com algum álcool mais barato, aí sim. Mas, geralmente, as adulterações nos vinhos ocorrem por outros motivos, como o uso de açúcares, edulcorantes e aditivos.”
Para Góes, o grande problema do setor está na falsificação e no contrabando. “O problema mais sério é o vinho falsificado ou contrabandeado, e não o risco químico da fermentação.”

Segundo o presidente da Anprovin, há aumento das dúvidas e da busca por informações de origem. “As pessoas estão perguntando mais, fazendo contatos e questionando a procedência. Isso é bom. É importante que procurem produtos com origem e certificação confiáveis, adquiridos de fontes idôneas”, declarou.
Para o especialista, o preço baixo do mercado é o primeiro sinal de alerta. Segundo ele, até produtos de maior valor agregado, como cervejas premium, podem ser falsificados. “Tem gente que vai lá, rotula no porão e muda tudo. No vinho, é a mesma coisa. Aqueles ‘contatinhos’ das redes sociais vendendo vinhos muito baratos — desconfiem! Pode haver algo muito complicado por trás.”
Mesmo que não haja contaminação por metanol, o risco sanitário é real. “Pode haver outro tipo de problema de saúde pública, causado por impurezas ou falta de higiene na produção”, alertou.
Góes reforçou que é fundamental reforçar a fiscalização e a conscientização. “Precisamos do apoio do governo, dos órgãos fiscalizadores e também da atenção do público, que muitas vezes é ludibriado por preços baixos.”

Conforme o presidente da Anprovin, os produtores de vinho já tomaram medidas diante dos recentes casos de contaminação. “A nossa associação foi criada justamente para certificar os vinhos, com monitoramento, rastreabilidade e análises físico-químicas. Temos todo esse aparato, inclusive avalizado por um selo de igualdade e segurança.”
Segundo ele, o objetivo é garantir que o consumidor tenha confiança e transparência. “O setor está atento e comprometido em oferecer segurança e qualidade ao público, fortalecendo a imagem do vinho nacional.”

“O vinho no Brasil está se tornando uma bebida mais prática e acessível, não mais associada apenas ao luxo e ao glamour, que antes afastavam o consumidor”, afirmou Góes.
Ele destacou o crescimento do enoturismo e da gastronomia ligados às vinícolas, especialmente no Sudeste. “As pessoas estão visitando mais vinícolas, conhecendo o processo de produção e valorizando o vinho nacional. Os vinhos brasileiros estão sendo reconhecidos pela sua qualidade crescente.”
Segundo o presidente da Anprovin, o consumo per capita ainda é baixo, cerca de dois litros por pessoa ao ano, mas o potencial é enorme. “Com divulgação e acesso, o brasileiro está aprendendo a valorizar o vinho nacional e a buscar produtos na origem.”
A projeção de crescimento para 2025 é otimista. “Devemos registrar um aumento entre 10% e 15% no consumo de vinhos brasileiros. Como o mercado ainda é pequeno, qualquer movimentação já gera um crescimento expressivo.”
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