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EXCLUSIVO: Estados Unidos querem reabastecer mercado com produtos brasileiros
Publicado 26/10/2025 • 09:56 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 26/10/2025 • 09:56 | Atualizado há 5 meses
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O interesse dos Estados Unidos em abastecer seu mercado interno com produtos essenciais como carne, café e laranja torna o diálogo com o Brasil muito promissor, disse Manuel Furriela, professor de relações internacionais e reitor da FMU, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“É um momento importante para que se restabeleçam as relações comerciais, porque esses produtos não podem ser facilmente substituídos por outros fornecedores internacionais, nem em termos de qualidade, nem em termos de volume. Por isso, sou bastante otimista em relação a um acordo que beneficie tanto o Brasil quanto os EUA”, afirmou.
Para o especialista, os fatores que elevaram a sobretaxa a 50% foram três, e é preciso compreendê-los para poder corrigir a situação: “O primeiro é a mudança nas regras internacionais, que levou os EUA a aumentar tarifas de forma geral. O segundo é o desgaste histórico na diplomacia brasileira, que reduziu o pragmatismo nas negociações, algo que poderia ter evitado tensões. E o terceiro é a percepção americana sobre Bolsonaro, que influenciou diretamente na decisão de aplicar taxas tão elevadas”.
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Ele afirmou que alguns fatores podem fazer Trump pensar sobre o valor das taxas: “O impacto inflacionário e o desabastecimento nos EUA, especialmente em itens do dia a dia que atingem a classe média e média baixa, forçam o governo americano a reconsiderar essas tarifas elevadas. Para o Brasil, manter o acesso ao mercado americano representa um alívio econômico significativo e garante estabilidade para setores estratégicos da exportação”.
“Sobre a indústria americana, setores como siderurgia e alumínio continuarão protegidos, enquanto outros produtos podem receber concessões. Trump busca reconstruir a industrialização dos EUA, mas essa decisão é complexa e envolve impactos econômicos e sociais de longo prazo. É uma estratégia controversa, mas necessária dentro do plano de proteção de setores estratégicos e da manutenção da competitividade industrial americana”, explicou Furriella.
O professor também falou sobre o cenário internacional: “O grande desafio americano hoje é lidar com a China, que se tornou um competidor tecnológico e geopolítico de peso. Para o Brasil, reduzir as tarifas de 50% para algo entre 10% e 15% seria um ganho relevante e colocaria o país em condições mais equilibradas dentro do comércio internacional, sem prejudicar a competitividade com outros fornecedores globais. Esse movimento é essencial para manter o fluxo de exportações e consolidar uma relação comercial saudável com os EUA”.
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