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CNI critica Selic: juros sufocam o crescimento

Publicado 05/11/2025 • 21:31 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • A CNI classificou como “excessivamente contracionista” a decisão do Copom de manter a Selic em 15%, afirmando que a taxa está “muito além do necessário” e ameaça o crescimento econômico e o mercado de trabalho, com juros reais próximos de 10,5%.
  • O custo do crédito para empresas subiu de 20,6% para 24,5% ao ano, e para consumidores, de 52,3% para 58,2%, elevando a inadimplência das famílias para 4,8%. O PIB cresceu apenas 0,4% no segundo trimestre, sinalizando perda de fôlego da economia.
  • Com o IPCA recuando para 5,2% em 12 meses e expectativas abaixo de 5% até 2026, a CNI defende início imediato do ciclo de redução dos juros, condicionado a um pacto fiscal nacional para garantir sustentabilidade das contas públicas.

Juros altos e crédito caro derrubam indústria brasileira no ranking mundial da Unido.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15% ao ano. Para a entidade, a política monetária “excessivamente contracionista” tem freado o crescimento econômico e isolado o Brasil no cenário internacional, em que os juros estão em trajetória de queda.

Segundo o presidente da entidade, Ricardo Alban, a Selic está “muito além do necessário”, já que a inflação segue em trajetória de desaceleração. “A taxa atual traz custos desnecessários, ameaça o mercado de trabalho e o bem-estar da população”, afirmou em comunicado.

A CNI lembra que o Brasil mantém a segunda maior taxa básica do mundo, com juros reais em torno de 10,5% ao ano — cerca de 5,5 pontos percentuais acima do nível neutro calculado pelo Banco Central.

Juros altos encarecem crédito e reduzem ritmo da economia

Levantamento da CNI mostra que 80% das empresas industriais apontam os juros elevados como principal obstáculo ao crédito de curto prazo, e 71% citam a Selic como barreira para financiamentos de longo prazo. O estudo também indica que metade das empresas desistiu ou reduziu pedidos de crédito após o aumento das alíquotas do IOF.

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De acordo com o BC, a taxa média de juros cobrada das empresas subiu de 20,6% para 24,5% ao ano desde o início do ciclo de altas, em 2024. Para os consumidores, o índice médio passou de 52,3% para 58,2% ao ano, contribuindo para elevar a inadimplência das famílias, que saltou de 3,7% para 4,8% no mesmo período.

Já a atividade econômica mostra perda de ritmo: o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 0,4% no segundo trimestre, após alta de 1,3% no primeiro. Indicadores parciais do IBC-Br apontam desaceleração também no terceiro trimestre.

Inflação em queda reforça pedido por corte na Selic

A CNI argumenta que o atual patamar da Selic é incompatível com a trajetória da inflação. O IPCA acumulado em 12 meses caiu de 5,5% em abril para 5,2% em setembro, refletindo a redução dos preços de alimentos e bens industriais, além da valorização do real.

As expectativas para o IPCA de 2025 recuaram para 4,5%, segundo o Relatório Focus, e as projeções para 2026, 2027 e 2028 também vêm sendo revistas para baixo. Diante desse cenário, a CNI defende que o Banco Central inicie o ciclo de redução dos juros na próxima reunião do Copom, marcada para 10 de dezembro.

Alban reforçou ainda que a sustentação da queda dos juros depende de um pacto nacional de ajuste fiscal, com redução de despesas e fortalecimento da confiança nas contas públicas.

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