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Fictor na mira da PF: como funcionava o esquema de fraudes contra a Caixa

Publicado 30/03/2026 • 10:47 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • De acordo com a Polícia Federal, a organização atuava de forma coordenada e com divisão de funções.
  • Como parte das medidas judiciais, foi determinado o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados até o limite de R$ 47 milhões.
  • Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, corrupção e crimes contra o sistema financeiro.
Rafael Góis, CEO da Fictor

Foto: Divulgação

O que se sabe sobre a ligação da Fictor com o caso Banco Master

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã da última quarta-feira (25) a Operação Fallax, em São Paulo e outros dois estados, para desarticular um esquema de fraudes bancárias que teria como alvo a Caixa Econômica Federal.

A investigação aponta que o grupo utilizava dados manipulados dentro do sistema bancário para viabilizar saques e transferências ilegais.

Entre os alvos, de acordo com a Agência Brasil, está o empresário Rafael de Gois, CEO do Grupo Fictor, suspeito de participação na estrutura investigada.

Esquema estruturado dentro do sistema bancário

De acordo com a Polícia Federal, a organização atuava de forma coordenada e com divisão de funções. O ponto central do esquema era a cooptação de funcionários de instituições financeiras.

Esses colaboradores teriam acesso aos sistemas internos e inseriam informações falsas que permitiam operações aparentemente regulares.

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Com isso, o grupo conseguia movimentar valores sem levantar suspeitas imediatas. As transações eram processadas como legítimas, o que dificultava a identificação das fraudes em um primeiro momento.

Uso de empresas para ocultar recursos

A investigação também identificou o uso de empresas de fachada para dar aparência legal ao dinheiro obtido de forma ilícita. Essas estruturas eram utilizadas para circular os valores e fragmentar as operações financeiras.

Após essa etapa, os recursos eram direcionados para a compra de bens de alto valor e para investimentos em criptoativos. A estratégia tinha como objetivo dificultar o rastreamento do dinheiro e ocultar sua origem.

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Valores milionários e bloqueio de bens

A Polícia Federal estima que as fraudes possam ultrapassar R$ 500 milhões. Como parte das medidas judiciais, foi determinado o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados até o limite de R$ 47 milhões.

Além disso, a Justiça autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao caso. A ação busca enfraquecer financeiramente o grupo e interromper suas atividades.

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Mandados e alcance da operação da PF

A Operação Fallax cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva. As ações ocorrem em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, com apoio da Polícia Militar paulista.

Durante uma das diligências, agentes estiveram na residência de Rafael de Gois. Segundo nota divulgada pelo Grupo Fictor, apenas o telefone celular do executivo foi apreendido.

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O nome do Grupo Fictor também aparece em outro episódio recente envolvendo o sistema financeiro. A holding anunciou a compra do Banco Master em novembro do ano passado, pouco antes da detenção do então proprietário da instituição.

Atualmente, o Banco Master está sob liquidação extrajudicial, conduzida pelo Banco Central, o que amplia o contexto de atenção sobre as operações envolvendo o grupo.

Possíveis crimes e penas

Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, corrupção e crimes contra o sistema financeiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.

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A defesa do Grupo Fictor informou que aguarda acesso completo ao processo para prestar esclarecimentos às autoridades. A PF segue com a análise de documentos e movimentações financeiras para aprofundar o caso.

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