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Carta de Pokémon vendida por Logan Paul por mais de R$ 84 milhões atrai atenção de investidores
Publicado 29/03/2026 • 12:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 29/03/2026 • 12:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
As cartas de Pokémon deixaram de ser apenas itens de coleção e passaram a ser vistas por alguns investidores como ativos alternativos, com desempenho que, em certos momentos, supera índices tradicionais como o S&P 500.
Em períodos como o boom da pandemia e uma nova alta em 2025, índices que acompanham vendas de cartas de Pokémon registraram ganhos acima da média anual histórica de 10% a 12% do S&P 500, segundo a ferramenta de avaliação Card Ladder. Ainda que a comparação seja limitada – já que o mercado de cartas é mais recente e volátil –, os resultados chamam atenção.
A valorização é impulsionada principalmente por escassez, classificação (grading) e demanda de compradores ricos, que competem por um número restrito de cartas consideradas de elite.
No topo desse mercado, o exemplo mais emblemático foi a venda de uma rara carta Pikachu Illustrator, pertencente ao influenciador e lutador Logan Paul, por mais de US$ 16 milhões (R$ 84,16 milhões) em fevereiro, estabelecendo o recorde de carta mais cara já vendida em leilão.
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“Há pessoas tentando adquirir as cartas mais raras e de maior classificação e retirá-las do mercado pelo maior tempo possível”, afirmou o leiloeiro Ken Goldin, cuja plataforma – pertencente ao eBay – intermediou a venda. “É possível que nunca mais vejamos essa carta à venda em nossa vida”.
Essa restrição de oferta ajuda a explicar por que os preços disparam e por que uma pequena parcela do mercado concentra a maior parte dos ganhos.
A condição da carta, avaliada em uma escala de até 10, é um fator decisivo para o valor. Segundo Goldin, mesmo cartas raras podem perder relevância se não estiverem em excelente estado.
“Você pode ter uma carta com nota 10 e ninguém se importar se ela não for importante”, disse. “Mas quando é a carta certa, a condição se torna crucial – especialmente em Pokémon, onde há um prêmio enorme para notas máximas”.
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Esse prêmio pode ser extremo: uma carta avaliada em US$ 100 mil (R$ 526 mil) em estado perfeito pode valer apenas 1% ou 2% desse valor se estiver em condição inferior, segundo avaliações da Professional Sports Authenticator.
Além das peças mais raras, investidores e colecionadores têm voltado a abrir antigas coleções de 20 anos ou mais, impulsionados pela possibilidade de valorização. O mercado ganhou força durante a pandemia, com aumento de liquidez e interesse por ativos alternativos.
Entre 2020 e 2025, os gastos com cartas não esportivas – incluindo Pokémon – cresceram 350%, de acordo com a consultoria Circana, com ajuda de celebridades como Post Malone, Steve Aoki e Kevin O’Leary, que ampliaram a visibilidade do segmento.
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“Estamos vendo pessoas usando isso como um ativo alternativo e forma de alocação de patrimônio”, disse Goldin, ressaltando que ainda é incerto se o mercado ganhará escala institucional.
Apesar do potencial de retorno, o segmento apresenta riscos relevantes: os preços são voláteis, influenciados por tendências e sem histórico consolidado, diferentemente dos mercados tradicionais.
Ainda assim, algumas das cartas mais desejadas de Pokémon seguem registrando desempenho acima do mercado, mantendo o interesse de investidores.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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