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Da areia ao escritório: o beach tennis conquista a Faria Lima, mas cobra seu preço
Publicado 06/11/2025 • 20:41 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 06/11/2025 • 20:41 | Atualizado há 4 meses
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Canva Images
Beach Tennis
Nos últimos anos, o beach tennis deixou de ser apenas um passatempo de praia para se tornar uma febre urbana, especialmente entre executivos e profissionais do mercado financeiro. A combinação de exercício ao ar livre, socialização e competitividade moderada encaixa-se perfeitamente na rotina intensa — e, muitas vezes, estressante — desse público. Mas, por trás do visual leve e do clima descontraído, o esporte exige preparo físico e atenção a riscos ortopédicos que não devem ser ignorados.
De acordo com uma revisão sistemática publicada no Brazilian Journal of Health Review (2025), envolvendo mais de 1.200 praticantes, o beach tennis apresenta uma taxa média de 1,48 lesões a cada 1.000 horas de prática — um número expressivo quando comparado a esportes de raquete mais tradicionais. As lesões mais comuns são tendinopatias nos membros superiores, especialmente no cotovelo e no ombro, seguidas por entorses de joelho e tornozelo.
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O perfil típico do lesionado, segundo o estudo, é o de um jogador com maior tempo de prática e alta carga semanal de treinos - justamente o tipo de profissional que transforma o hobby em rotina de performance, buscando superação e intensidade.
Essa característica ecoa o comportamento competitivo do mercado financeiro: metas, performance, constância e, muitas vezes, pouca margem para pausa. No entanto, o beach tennis oferece o contraponto ideal a esse estilo de vida. O esporte é um poderoso antídoto contra o estresse crônico, ajudando a equilibrar corpo e mente após longas jornadas diante de telas e planilhas. A areia amortece o impacto e desafia o equilíbrio, fortalecendo músculos estabilizadores e promovendo melhor consciência corporal. Além disso, a dinâmica em duplas favorece o espírito de equipe e o networking natural — dois valores muito apreciados no ambiente corporativo.
Do ponto de vista metabólico, o beach tennis se destaca como uma atividade aeróbica e anaeróbica simultaneamente, com alta queima calórica e estímulo cardiovascular significativo. Essa combinação contribui para a redução da gordura corporal, melhora da resistência e aumento da energia. Muitos praticantes relatam ganhos expressivos em foco e disposição — atributos diretamente ligados à produtividade profissional.
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O estudo aponta que a maioria das lesões poderia ser prevenida com programas personalizados de fortalecimento muscular e aprimoramento técnico. A ausência de preparo físico adequado, somada ao aumento súbito de carga e frequência, é o principal gatilho para dores e inflamações. É comum ver entusiastas que passam de dois para cinco treinos semanais sem adaptação, repetindo o mesmo erro que cometem no trabalho: acelerar resultados sem consolidar bases.
A recomendação dos especialistas é clara: investir em prevenção e equilíbrio. Um programa de fortalecimento dos ombros, cotovelos, joelhos e tornozelos, aliado a exercícios de mobilidade e alongamento, reduz significativamente a incidência de lesões. O acompanhamento por fisioterapeutas e treinadores especializados em esportes de raquete potencializa a segurança e o desempenho.
Em última análise, o beach tennis vai além do lazer. É uma metáfora do equilíbrio entre ambição e autocuidado, intensidade e controle. Saber reconhecer os limites do corpo e investir em prevenção é, para o atleta amador de alta performance, o equivalente a uma boa estratégia de gestão de risco. Afinal, tão importante quanto bater forte na bola é garantir que o jogo — e a carreira — continuem por muito tempo.
Gabriel Miura — CRM/MG 49598 | RQE 33587
Ortopedista e professor de Medicina do Esporte na Afya Educação Médica de Belo Horizonte
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