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‘Precisamos que a COP seja da floresta, mas também das cidades’, afirma ministro em Belém
Publicado 06/11/2025 • 21:46 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 06/11/2025 • 21:46 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Os ministros Jader Barbalho Filho (Cidades) e Celso Sabino (Turismo), afirmaram nesta quinta-feira (6) que o debate climático e a organização logística da COP30 precisam considerar o papel central das cidades, tanto na formulação de políticas de adaptação quanto na capacidade de receber delegações e gerar impacto econômico local.
Jader Barbalho pontuou que a discussão climática não pode se limitar à floresta e precisa incorporar a realidade urbana, onde estão concentradas a maior parte da população e das emissões globais.
“O nosso planeta tem pressa. Precisa que nós encontremos uma solução definitiva de como é que vamos fazer para que o nosso clima não aqueça na velocidade que está sendo apontado que vai acontecer”, disse.
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Segundo ele, a COP30 deve ampliar seu eixo temático para incluir municípios como agentes centrais da descarbonização e da adaptação.
“Nós precisamos também fazer com que essa COP seja a COP da floresta, mas também que ela seja a COP das cidades. Trazer o tema urbano para a discussão das COPs.”
Barbalho destacou ainda que a urbanização crescente coloca pressão sobre infraestrutura e serviços essenciais.
“Até 2050, cerca de 70% da população estará vivendo em cidades. A maior parte das emissões no nosso planeta parte das cidades. Então, as cidades têm que estar no centro da discussão das soluções.”
Ele citou como prioridades a descarbonização do transporte público, saneamento e obras de prevenção a enchentes e deslizamentos.
“Precisamos descarbonizar as nossas frotas, colocar ônibus elétricos que tragam conforto à população, que tenham ar-condicionado e Wi-Fi. […] Nós não podemos continuar jogando esgoto in natura nos nossos rios. Precisamos ter obras de macrodrenagem e de contenção de encostas para evitar tragédias.”
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Já o ministro do Turismo, Celso Sabino, destacou que Belém está preparada para receber delegações da COP30 e que as obras planejadas para a abertura do evento foram entregues dentro do cronograma.
“Todas as obras que o governo federal se propôs a fazer na cidade de Belém e entregar até a COP foram entregues. Algumas obras nunca estiveram previstas para terminar antes da COP e serão concluídas depois”, disse.
Sabino afirmou que a capacidade de hospedagem foi ampliada para atender à demanda gerada pelo evento.
“Ontem nós aportamos dois grandes navios no novo terminal de passageiros, com capacidade para 4 mil leitos, dando retaguarda à rede hoteleira. Está totalmente superado. O que temos de leitos em Belém é suficiente para receber todos que vão vir para a COP.”
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Ele citou ainda investimentos federais para expansão hoteleira. “O governo federal trouxe para cá recursos do Fungetur, mais de R$ 350 milhões para financiar a construção e ampliação de hotéis.”
Sabino afirmou que a COP deve deixar benefícios duradouros para a cidade. “Ela vai deixar um grande legado, uma promoção gigante para a cidade de Belém. Imagens da cidade estão sendo divulgadas em todo o planeta. Isso é uma excelente propaganda para qualquer destino turístico.”
O balanço do impacto econômico total será divulgado após o encerramento do evento.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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