Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Cancelamentos de voos devem aumentar na próxima semana se paralisação nos EUA continuar, alerta FAA
Publicado 08/11/2025 • 16:55 | Atualizado há 2 meses
Publicado 08/11/2025 • 16:55 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Pixabay
As companhias aéreas americanas terão que cancelar centenas de voos na próxima semana caso o Congresso não chegue a um acordo para encerrar a paralisação do governo, que já é a mais longa da história dos Estados Unidos.
Nesta semana, autoridades da administração Trump determinaram que as empresas aéreas comecem a reduzir operações em 40 dos aeroportos mais movimentados do país a partir de sexta-feira (7), citando “aumento nos relatos de sobrecarga no sistema, tanto por parte de pilotos quanto de controladores de tráfego aéreo”.
Leia mais:
Cortes de voos nos EUA incluem maiores companhias aéreas e podem aumentar nos próximos dias
Nos EUA, Aeroporto Reagan retoma voos, após paralisação por ameaça de bomba
Na última sexta-feira, senadores republicanos rejeitaram uma proposta democrata para reabrir o governo, mantendo o impasse que já afeta serviços essenciais, como o controle aéreo. Controladores de tráfego aéreo e agentes de segurança dos aeroportos são obrigados a trabalhar durante o shutdown sem receber salário. Segundo o sindicato da categoria, os servidores devem deixar de receber o segundo pagamento integral na próxima segunda-feira (10). Alguns profissionais já estão recorrendo a empregos extras para complementar a renda.
No sábado (8), foram cancelados 931 voos de um total de 25.375, segundo a consultoria de aviação Cirium. A empresa comparou o volume de cancelamentos ao registrado durante tempestades severas, classificando o período como o 72º pior desde 1º de janeiro de 2024.
A FAA (Administração Federal de Aviação) determinou um cronograma de cortes graduais: 6% dos voos devem ser suspensos nos próximos dias, número que sobe para 8% na quinta-feira e 10% na sexta seguinte. O secretário de Transportes, Sean Duffy, disse à Fox News que os cortes podem chegar a 20% da malha aérea, embora não tenha fornecido detalhes adicionais.
O cenário atual acontece durante um período de baixa demanda no setor aéreo, mas o impacto pode se intensificar com a proximidade do feriado de Ação de Graças, que ocorre em menos de três semanas. Segundo o analista de aviação Daniel McKenzie, da Seaport Research Partners, o prejuízo para as companhias pode quadruplicar, considerando a alta nas tarifas típicas da temporada.
As empresas aéreas estão isentando as taxas de alteração de data para passageiros afetados e oferecem reembolsos. Executivos afirmam que muitos clientes estão sendo remanejados para voos alternativos, mas mudanças de última hora também têm levado passageiros a buscarem alternativas por conta própria. A locadora Hertz, por exemplo, registrou um aumento de 20% nos aluguéis de carros só de ida após o anúncio dos cortes.
Os atrasos também cresceram: no sábado, foram registrados 2.156 voos com horários comprometidos, de acordo com o serviço FlightAware. A escassez de pessoal provocou lentidão em importantes aeroportos do país, como os de São Francisco, JFK (Nova York), Newark (Nova Jersey) e O’Hare (Chicago).
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
Foguete SLS da Nasa leva astronautas de volta à Lua após 54 anos
2
Reservas de água doce da Groenlândia são vistas como “capital congelado”
3
Quem é o dono do Will Bank? Conheça o executivo por trás da aquisição
4
Will Bank: quem eram os antigos donos antes do Banco Master?
5
Banco do Brasil adota postura cautelosa para dividendos