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Aposta de Buffett no Google vem duas décadas após fundadores dizerem que IPO foi “inspirado” pelo bilionário

Publicado 17/11/2025 • 22:51 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • A Berkshire Hathaway revelou na sexta-feira (21) que possui US$ 4,3 bilhões em ações da Alphabet ao fim do terceiro trimestre.
  • As ações da Alphabet subiram cerca de 50% em 2025, impulsionadas pelo boom de inteligência artificial.
  • A compra marca uma rara aposta da Berkshire em uma grande empresa de internet — mais de 20 anos depois de Larry Page e Sergey Brin dizerem que o IPO do Google foi “inspirado” pelos escritos de Warren Buffett.

Johannes EISELE/AFP

Há 21 anos, no prospecto do IPO do Google, os fundadores Larry Page e Sergey Brin fizeram uma menção incomum para uma empresa de tecnologia em início de trajetória: destacaram Warren Buffett como uma das principais influências na forma como pretendiam dialogar com os investidores.

A carta incluída no documento, intitulada “Um manual do proprietário”, trazia uma nota explicativa afirmando: “Muito disso foi inspirado pelos ensaios de Warren Buffett em seus relatórios anuais e seu ‘Manual do Proprietário’ para os acionistas da Berkshire Hathaway.”

Duas décadas depois, a admiração ganha um novo capítulo. A Berkshire Hathaway revelou na sexta-feira (14) ter adquirido uma participação de cerca de US$ 4,3 bilhões na Alphabet, colocando a controladora do Google entre as dez maiores posições do conglomerado. A notícia levou as ações da Alphabet a subirem 3% nesta segunda-feira (17) e marca uma das apostas tecnológicas mais relevantes da Berkshire em muitos anos — a maior delas continua sendo a Apple.

A movimentação chama atenção porque a holding sempre manteve cautela em relação a empresas de crescimento acelerado no setor de tecnologia. É também a primeira vez que se confirma uma posição direta da Berkshire no Google. Buffett, hoje com 95 anos, deixará a chefia da empresa no fim de 2025, quando Greg Abel assumirá o comando.

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O interesse tardio pelo Google não é surpresa. Em 2017, o próprio Buffett admitiu que lamentava não ter comprado ações anos antes, quando a Geico — seguradora controlada pela Berkshire — já destinava grandes quantias em publicidade para a plataforma. Ele também reconheceu ter perdido o momento da Amazon, investimento que só ocorreu em 2019 e que hoje vale aproximadamente US$ 2,2 bilhões.

A Alphabet acumula valorização de cerca de 50% em 2025, negociando perto da máxima histórica alcançada na semana passada. No terceiro trimestre, registrou seu primeiro período com US$ 100 bilhões em receita, impulsionada pelo crescimento da divisão de nuvem, que reúne os serviços de IA da companhia, mantém um backlog de US$ 155 bilhões e estreou uma nova linha de chips.

Mesmo com essa performance, a empresa ainda negocia a múltiplos menores do que outros gigantes da IA: aproximadamente 26 vezes o lucro projetado para o próximo ano, contra 32 da Microsoft, 51 da Broadcom e 42 da Nvidia, segundo dados da FactSet.

No prospecto do IPO, Page e Brin citaram Buffett em outros trechos, inclusive ao preparar os investidores para períodos com resultados irregulares. Eles escreveram: “Em nossa opinião, pressões externas muitas vezes tentam levar empresas a sacrificar oportunidades de longo prazo para atender às expectativas trimestrais.”

E recorreram às palavras de Buffett: “Nós não vamos ‘suavizar’ resultados trimestrais ou anuais: se os números de lucro forem irregulares quando chegarem à sede, eles serão irregulares quando chegarem a você.”

Ao defender a estrutura de ações com duas classes — que garantia maior poder de voto aos fundadores — eles também recorreram ao exemplo de empresas como The New York Times, Washington Post e Dow Jones, além da própria Berkshire: “Observadores da mídia apontaram que a propriedade com duas classes permitiu que essas empresas se concentrassem em seus interesses centrais e de longo prazo, apesar das flutuações nos resultados trimestrais.”

“A Berkshire Hathaway implementou uma estrutura de duas classes pelos mesmos motivos”, concluíram.

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