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Medicare reduz preços de medicamentos e pressiona Novo Nordisk e AstraZeneca
Publicado 26/11/2025 • 16:39 | Atualizado há 2 meses
Publicado 26/11/2025 • 16:39 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Robin Utrecht/ABACAPRESS.COMNo via Reuters
Ozempic
As negociações de preços conduzidas pelo Medicare nos Estados Unidos estão redesenhando o mercado global de medicamentos e pressionando diretamente gigantes europeias do setor farmacêutico. A partir de 2027, 15 medicamentos terão reduções de 38% a 85%, incluindo produtos de empresas como Novo Nordisk, AstraZeneca e GSK.
Os valores têm impacto imediato na estratégia comercial dessas farmacêuticas, muitas das quais dependem do mercado americano, onde os preços de medicamentos são, em média, três vezes mais altos que nos demais países desenvolvidos, segundo estudo da RAND.
O movimento ocorre em meio a uma agenda dupla: de um lado, a Lei de Redução da Inflação (IRA), aprovada no governo Biden, que autorizou o Centers for Medicare and Medicaid Services (CMS) a negociar preços para o Medicare. De outro, a pressão do presidente Donald Trump, que transformou a redução dos custos de medicamentos em prioridade e tenta implementar a política de “Nação Mais Favorecida”, que atrelaria os preços dos EUA aos mais baixos pagos em outros países.
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O novo pacote de preços negociados incluiu reduções expressivas:
Ozempic (Novo Nordisk): 71% de desconto
O principal remédio da farmacêutica dinamarquesa, que também produz o Wegovy, será vendido a US$ 274 para pacientes do Medicare, muito abaixo do preço de lista, de US$ 959.
Calquence (AstraZeneca): 40% de desconto
Trelegy e Breo (GSK): 73% e 83% de desconto, respectivamente.
No total, o governo estima que as mudanças gerarão US$ 8,5 bilhões em economia, cerca de 36% abaixo dos níveis recentes de gasto.
“Isso é o que podemos chamar de negociação séria, justa e disciplinada”, afirmou Chris Klomp, vice-administrador do CMS.
Além do impacto da IRA, Trump também tem atuado para reduzir preços em acordos diretos com as empresas.
Neste mês, por exemplo, anunciou entendimentos com Novo Nordisk e Eli Lilly para cortar o custo de remédios para obesidade destinados a beneficiários do Medicare e do Medicaid a partir de 2026.
As doses iniciais de Wegovy e Zepbound devem cair para US$ 350 e depois para US$ 245, em um cronograma de dois anos.
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A previsão é que a queda no preço seja parcialmente compensada pelo aumento expressivo no volume de vendas.
Além disso, a Novo Nordisk anunciou redução dos preços do Ozempic e do Wegovy para compras diretas do consumidor, após pressão do governo.
A Pfizer, AstraZeneca e outras empresas também fecharam acordos semelhantes.
As três maiores europeias têm parte significativa de sua receita dependente dos EUA:
O novo ambiente regulatório aumenta o risco para o setor e já impulsiona movimentos estratégicos, como:
A Novo Nordisk, inclusive, citou a dificuldade de adaptação às mudanças nos EUA como uma das razões para trocas recentes na liderança.
Segundo analistas do Barclays, o processo da IRA está se tornando mais previsível e compreensível para o mercado.
A maior preocupação agora é o alcance da política de “Nação Mais Favorecida”, que poderia forçar reduções ainda mais profundas nos preços praticados nos EUA.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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