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Lucros industriais da China recuam 5,5% em outubro, o pior desempenho em cinco meses
Publicado 27/11/2025 • 07:40 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/11/2025 • 07:40 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Asian Development Bank / Flickr
Os lucros das empresas industriais na China recuaram em outubro, informou o Escritório Nacional de Estatísticas na quinta-feira (27/11), enquanto os fabricantes enfrentavam incertezas renovadas nas relações comerciais com os EUA e a campanha de Pequim para controlar o excesso de capacidade.
Os lucros industriais caíram 5,5% em outubro em relação ao ano anterior, a maior queda desde junho, revertendo o impulso observado em setembro, quando o número disparou 21,6%, o salto mais significativo desde novembro de 2023.
Nos primeiros dez meses do ano, os lucros das grandes empresas industriais cresceram 1,9% em comparação com o ano anterior, mostraram dados oficiais, desacelerando em relação à alta de 3,2% no período de janeiro a setembro.
As tensões comerciais entre a China e os EUA aumentaram naquele mês devido a controles de exportação, com o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçando tarifas adicionais de 100% sobre as importações da China, antes que as duas superpotências econômicas chegassem a um acordo na Coreia do Sul.
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A atividade manufatureira da China contraiu mais do que o esperado em outubro, com o índice oficial de gerentes de compras (PMI) da indústria caindo para a mínima de seis meses de 49,0. Uma leitura acima da marca de 50 indica crescimento, enquanto abaixo disso sugere contração.
Embora os fabricantes tenham encontrado algum alívio no pacto comercial firmado entre Trump e o líder chinês Xi Jinping, que reduziu as tarifas sobre produtos chineses, a fraca demanda doméstica e as incertezas no comércio global continuam a prejudicar a perspectiva comercial. A China sinalizou este mês que banirá todas as importações de frutos do mar japoneses em meio a uma disputa diplomática sobre Taiwan.
Os preços ao consumidor na China voltaram a crescer inesperadamente em outubro, subindo 0,2% em relação ao ano anterior, depois de permanecerem em território negativo durante a maior parte do ano. O núcleo da inflação, que exclui preços de alimentos e energia, saltou 1,2%, o maior nível desde fevereiro de 2024.
A realidade, no entanto, foi menos otimista do que a leitura do núcleo da inflação sugeriu, segundo Ting Lu, economista-chefe para a China no Nomura Bank, que estimou que cerca de um quarto da leitura de 1,2% do núcleo da inflação teve “quase nada a ver com o consumo local”, mas foi causada principalmente pela disparada dos preços do ouro.
A “queda subestimada dos aluguéis também contribuiu para a superestimação dos dados da inflação geral”, disse Lu, sugerindo que o país está imerso em uma “recessão moderada” desde o final de 2022.
“Levará mais tempo para a China escapar verdadeiramente do dilema deflacionário que enfrenta atualmente, especialmente porque o crescimento econômico tem vacilado desde meados de 2025”, acrescentou Lu.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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