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Alta histórica do Ibovespa B3 indica mudança no ciclo global de juros, diz economista
Publicado 02/12/2025 • 20:29 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 02/12/2025 • 20:29 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Ibovespa fechou acima de 161 mil pontos pela primeira vez, consolidando um novo recorde histórico em meio à perspectiva de mudanças no ciclo global de juros. Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, avaliou que o patamar alcançado pelo principal índice da B3 está diretamente ligado às expectativas de redução das taxas pelo Federal Reserve e ao início de cortes no Brasil.
Para Agostini, o avanço do índice é interpretado pelo mercado como sinal de confiança dos investidores. Ele afirmou que o movimento reflete a expectativa de uma reorientação da política monetária norte-americana após indicações de que o governo Trump pretende nomear um novo presidente para o Fed com postura mais branda.
“Há indicações de que na próxima semana, no dia 10, haverá redução da taxa de juros nos Estados Unidos”, disse. Ele também destacou que a futura composição do comando do banco central dos EUA tende a ser “mais dovish”, expressão que ele definiu como alguém “mais brando com relação aos juros”.
Expectativa de cortes no Brasil reforça apetite por risco
Agostini avaliou que o mercado brasileiro acompanha o movimento externo e projeta que a taxa Selic possa começar a cair no início de 2026. Para ele, tanto um corte inicial menor, de 0,25 ponto, quanto uma redução mais intensa a partir de março contribuem para melhorar a percepção dos investidores sobre o retorno esperado para o próximo ano. O economista afirmou que a redução do custo do crédito tende a estimular produção, consumo e investimentos, ampliando o interesse por ações.
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Impactos para a sociedade e leitura do cenário doméstico
Questionado sobre como a população interpreta a alta da Bolsa, Agostini explicou que o movimento costuma ocorrer em períodos de condições macroeconômicas vistas como mais estáveis. Em sua análise, expectativas de inflação controlada, juros menores e câmbio organizado influenciam a percepção de segurança de famílias e empresas.
Para ele, esse ambiente reduz o risco de perdas no emprego e melhora a perspectiva de retomada gradual da atividade.
Câmbio, reservas e risco fiscal
Sobre o dólar, o economista afirmou que o regime de câmbio flutuante segue funcionando e que as reservas internacionais, próximas de US$ 360 bilhões, continuam oferecendo proteção ao Banco Central.
Ele avaliou que a tendência de queda dos juros nos EUA pode favorecer a entrada de capital estrangeiro e fortalecer o real. Porém, apontou que fatores domésticos limitam essa valorização, especialmente o quadro fiscal. “Nós temos um problema fiscal. As contas do governo não estão fechando como deveria”, afirmou. Em sua análise, o cenário impede que a moeda brasileira fique “muito abaixo de R$ 5”.
Investidores locais voltam à Bolsa com expectativas mais claras
Agostini afirmou que investidores brasileiros — institucionais e de varejo — voltaram a aumentar a exposição ao mercado acionário à medida que o cenário de juros se torna mais previsível. Segundo ele, a manutenção do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos continuará atraindo capital externo. Ele também citou que a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil pode reforçar o consumo e contribuir para resultados corporativos.
Em sua avaliação, apesar dos riscos ligados ao ano eleitoral de 2026, o ambiente de negociações políticas tende a ser administrado. O economista destacou que, mesmo com necessidades de despesas adicionais do governo, não há sinais de ruptura no cenário macroeconômico. Ele afirmou que indicadores como inflação, juros e desemprego — atualmente em 5,4% — apresentam trajetória considerada estável pelos analistas de mercado.
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