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Alckmin descarta impacto da guerra na Selic
Publicado 14/03/2026 • 13:36 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 14/03/2026 • 13:36 | Atualizado há 3 meses
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Geraldo Alckmin.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou neste sábado (14) que a prioridade do governo diante da alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio é garantir o abastecimento de combustível no Brasil. Em visita a uma concessionária da Scania no entorno de Brasília, ele detalhou as medidas adotadas pelo governo federal e descartou que o conflito altere a trajetória da taxa básica de juros.
“O governo, preocupado com o bem-estar dos brasileiros, tomou duas medidas importantes. Primeiro, garantir abastecimento. Uma prioridade é não faltar combustível”, disse Alckmin.
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Para conter a alta interna dos preços, o governo federal zerou o PIS/Cofins sobre o diesel e criou um imposto de exportação com caráter regulatório. Segundo Alckmin, a opção pelo PIS/Cofins foi deliberada para evitar o caminho do ICMS, que em experiência anterior gerou judicialização e perdas para os estados.
“O governo federal fez a parte dele, zerou PIS/Cofins e pôs uma subvenção. E como deu um salto no valor do barril do petróleo, altíssimo, o governo fez um imposto de exportação, regulatório, para poder ter mais equilíbrio”, explicou o vice-presidente.
Alckmin evitou antecipar novas medidas, mas sinalizou que o governo seguirá monitorando o preço do barril. “Torcer para a guerra parar o mais rápido possível, acompanhar o preço do barril do petróleo”, disse, acrescentando que as duas decisões tomadas até agora, garantia do abastecimento e redução do preço do diesel, foram as respostas imediatas do governo ao choque externo.
Sobre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para a próxima quarta-feira, Alckmin foi categórico ao afirmar que não vê relação entre o conflito no Oriente Médio e a decisão sobre os juros. O mercado financeiro projeta redução da Selic na reunião.
“Não adianta aumentar juros que não vai cair o preço do petróleo”, afirmou. Para reforçar o argumento, citou o exemplo do Federal Reserve, o banco central americano, que exclui do cálculo para a definição dos juros os preços da agricultura e do petróleo, por entender que a política monetária não tem capacidade de interferir no valor dessas commodities.
Alckmin também aproveitou para defender a redução da Selic, classificando o patamar atual como excessivamente elevado. “A taxa de juros está muito elevada. Já não é um mês. Já está elevada há muito tempo. Se você comparar com o mundo inteiro, ela está entre as duas maiores do mundo. Então, todo o empenho pela redução da taxa de juros”, disse.
Na mesma visita, Alckmin apresentou os primeiros resultados do Move Brasil, programa federal de renovação da frota de caminhões lançado no início do ano. Em dois meses de operação, o programa já aplicou R$ 6,3 bilhões dos R$ 10 bilhões disponíveis, com financiamento a taxas que caíram de uma média de 23% para 13% ao ano, e de 6% para projetos vinculados ao fundo do clima.
“A resposta foi espetacular. Dos R$ 10 bilhões, já foram aplicados R$ 6,3 bilhões. A demanda existe. A demanda é forte. Precisaremos até de mais recursos”, afirmou o vice-presidente. O programa oferece crédito para caminhoneiros autônomos, cooperativados e empresas de transporte rodoviário de cargas para a compra de veículos que atendam a critérios de sustentabilidade e conteúdo local, com operação via BNDES.
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Seguir no GoogleAlckmin também comentou a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos que atinge o Brasil. Segundo ele, a medida não foi dirigida especificamente ao país, mas faz parte de uma iniciativa mais ampla de Washington. “A medida de investigação não foi só contra o Brasil, ela foi ampla. Ela foi aberta para 60 países, e os 60 países que mais vendem para os Estados Unidos”, disse.
O vice-presidente reafirmou o compromisso do governo com o combate ao trabalho forçado, tema que motivou parte das investigações americanas. “O governo do presidente Lula tem compromisso com os trabalhadores, tem fiscalização, tem Ministério do Trabalho, faz um esforço enorme de fiscalização para não ter trabalho forçado. Nós somos signatários de todos os tratados internacionais contra trabalho forçado”, concluiu.
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