Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Parceria da Disney com a OpenAI sinaliza novos tempos para Mickey Mouse
Publicado 12/12/2025 • 22:29 | Atualizado há 2 meses
EXCLUSIVO: Franquias em crise? Entenda o dilema bilionário dos estúdios de Hollywood
EXCLUSIVO Corrida a Pequim: Líderes mundiais buscam na China proteção contra a imprevisibilidade de Trump
CEO da bolsa da Indonésia renuncia após perda de US$ 84 bilhões no mercado
Gigante global: fundo da Noruega bate recorde e lucra US$ 1,38 trilhão em 2025
EXCLUSIVO: Trump adverte Reino Unido sobre reaproximação com a China: “Muito perigoso”
Publicado 12/12/2025 • 22:29 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Walt Disney Company decidiu investir 1 bilhão de dólares na OpenAI - Foto: reprodução Disney Experience
Por que a Disney escolheu a OpenAI
O acordo entre a Disney e a OpenAI representa um dos movimentos mais significativos da indústria do entretenimento na integração com a inteligência artificial. A empresa investiu cerca de US$ 1 bilhão em uma parceria com a OpenAI, visando transformar processos criativos, operacionais e estratégicos. O acerto marca uma mudança histórica na postura da gigante, que há décadas evita ceder o controle de suas criações para terceiros.
A aproximação entre Disney e OpenAI reflete o avanço tecnológico do setor e a necessidade de adaptação a novas ferramentas. A companhia, conhecida por sua política rígida de controle sobre propriedade intelectual, adota agora uma abordagem mais aberta, alinhando-se a outras líderes do mercado que já incorporam IA em larga escala. O objetivo é ganhar eficiência, reduzir custos e ampliar a presença de seus conteúdos em novas plataformas.
Leia mais:
Como a Disney pretende transformar IA em nova fonte de receita? Veja estratégia
Disney + OpenAI: entenda o acordo que inaugura um novo modelo de licenciamento digital
A relação da Disney com o uso e o licenciamento de suas criações sempre foi marcada por cautela extrema. Um dos casos mais simbólicos ocorreu com Steamboat Willie, curta de 1928 que marcou a estreia de Mickey Mouse. A empresa fez esforços contínuos para manter os direitos autorais da obra sob controle, mesmo após o vencimento de prazos legais de copyright. O personagem só entrou em domínio público nos Estados Unidos em janeiro de 2024, após décadas de disputas.
O receio da Disney de permitir usos externos de suas marcas e personagens sempre foi associado à proteção do valor comercial de seus ativos. Ao longo dos anos, a empresa evitou licenciamentos que envolvessem autonomia criativa de terceiros, mesmo que pontualmente tenha liberado conteúdos sob regras rígidas. Por isso, o acordo com a OpenAI rompe um padrão histórico e sinaliza uma nova visão estratégica.
De acordo com fontes próximas ao projeto, a colaboração entre Disney e OpenAI permitirá o uso de ferramentas de linguagem natural, automação de processos e geração de conteúdo com base em IA generativa. As soluções serão aplicadas em áreas como atendimento ao cliente, produção de roteiros, legendas e até desenvolvimento de personagens. A intenção é acelerar fluxos internos sem comprometer a identidade das marcas.
O movimento ocorre em meio à expansão global de tecnologias baseadas em IA, com impacto direto na criação audiovisual. Empresas como Netflix e Amazon já usam algoritmos para sugerir tramas, prever sucesso de lançamentos e personalizar conteúdos. Ao ingressar nesse ecossistema, a Disney tenta preservar sua relevância em um ambiente cada vez mais competitivo e automatizado, sem abrir mão de sua tradição criativa.
Leia mais:
Disney vai usar IA para criar experiências personalizadas no Disney+; entenda como
Por que a Disney escolheu a OpenAI — e rejeitou o Google
Especialistas apontam que o envolvimento direto da Disney com a OpenAI pode inaugurar uma nova fase no uso ético e responsável da IA no entretenimento. A empresa, que construiu seu legado sobre personagens e narrativas cuidadosamente elaboradas, terá o desafio de equilibrar inovação tecnológica com coerência de marca. O modelo a ser adotado poderá influenciar os padrões da indústria nos próximos anos.
Mais lidas
1
Relatório aponta distorções bilionárias e crise de liquidez na Patria Investimentos; Fundo nega
2
Morre aos 42 anos Daniel Rocha, fundador da rede Açaí no Grau
3
Justiça bloqueia R$ 150 milhões da Fictor após tentativa polêmica de compra do Banco Master
4
Ouro e prata despencam após anúncio de Kevin Warsh para o Fed
5
“O fim de um ciclo”: fundadores da Growth Supplements comentam saída