Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Por que a Disney escolheu a OpenAI — e rejeitou o Google
Publicado 12/12/2025 • 06:30 | Atualizado há 8 meses
Meta é condenada a pagar US$ 567 milhões por danos a jovens no Novo México
Ações do Airbnb sobem 9% após resultados superarem expectativas e projeção otimista
Ações da SpaceX passam por teste crucial e investidores experientes apostam que fundo do poço pode ter sido atingido
Apollo compra a companhia aérea britânica EasyJet por US$ 7,7 bilhões
Lucro da SoftBank supera expectativas com ajuda da Intel; OpenAI perde protagonismo
Publicado 12/12/2025 • 06:30 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
A Walt Disney Company decidiu investir 1 bilhão de dólares na OpenAI e conceder à empresa de inteligência artificial a primeira grande licença de uso de seu acervo de personagens.
O acordo, que se estenderá por três anos, permitirá que usuários do Sora criem vídeos de curta duração com mais de 200 personagens das marcas Disney, Marvel, Pixar e Star Wars.
Bob Iger, CEO da Disney, afirmou à CNBC que a parceria representa “uma porta de entrada” para a IA e sinaliza como o estúdio pretende atravessar a transformação tecnológica que atinge Hollywood.
Leia também: CEO da Disney explica aposta bilionária da empresa na OpenAI: “Nenhuma geração impediu o avanço tecnológico”
A decisão, porém, não foi tomada de forma automática, segundo Iger, a Disney conversou com outras big techs e avaliou alternativas antes de fechar com a OpenAI.
O executivo afirmou que apenas a equipe liderada por Sam Altman demonstrou compreender a importância da propriedade intelectual e do legado criativo da empresa.
Este ponto tornou-se determinante para um acordo que, internamente, é visto como estratégico para proteger a marca e, ao mesmo tempo, ampliar sua presença entre os públicos mais jovens.
Leia também: De Branca de Neve a Darth Vader, parceria da Disney com OpenAI será “porta de entrada” de personagens para a IA
Bob Iger afirmou que a empresa conversou com outras gigantes de tecnologia antes de fechar o acordo, mas nenhuma demonstrou o mesmo cuidado com o legado criativo da companhia.
Segundo o executivo, a OpenAI foi a única a apresentar um modelo de licenciamento que reconhece e remunera o valor das obras e dos criadores. Iger classificou o investimento como “uma porta de entrada” para a inteligência artificial e um passo que terá impacto de longo prazo nos negócios.
Ele destacou que a OpenAI mostrou disposição em criar diretrizes específicas para o uso dos personagens da Disney no Sora, permitindo que a companhia defina e ajuste regras ao longo do tempo.
Leia também: Disney investe US$ 1 bilhão em ações da OpenAI
A postura da startup, avaliou o CEO, contrasta com a de empresas que tratam o conteúdo de terceiros como material amplo para treinamento de modelos, sem autorização.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCPara Iger, a parceria reforça a convicção de que a tecnologia deve ser incorporada de maneira responsável, com respeito aos criadores e proteção das obras.

O acordo ressalta o distanciamento entre Disney e Google, na véspera do anúncio, a Disney enviou à empresa uma notificação acusando o uso de obras protegidas por direitos autorais em “escala massiva” para treinar modelos de IA e distribuir conteúdo sem autorização, segundo a reportagem publicada no CNBC.
A carta exigia que o Google cesse práticas que, segundo a Disney, violam sua propriedade intelectual. O episódio aprofunda tensões já existentes e ajuda a explicar por que o Google ficou fora da negociação atual.
Leia também: Disney faz nova correção de rota e transforma ESPN em produto de luxo
A Disney tem reforçado que qualquer parceria de IA precisa, antes de tudo, reconhecer direitos autorais e estabelecer controles sobre o uso do material. A disputa também ocorre em meio a um cenário em que estúdios buscam limitar o uso de suas franquias por sistemas de IA generativa.
A decisão da Disney reflete uma mudança mais ampla na indústria do entretenimento. As empresas de mídia passaram a avaliar potenciais parceiros não apenas pela capacidade técnica, mas pela postura em relação à propriedade intelectual.
Leia também: Canais da Disney saem do ar no YouTube TV após contrato de distribuição expirar
O avanço rápido de plataformas de IA generativa, que permite aos usuários criar imagens e vídeos com comandos de texto, desencadeou uma onda de processos e notificações de estúdios contra empresas de tecnologia.
A Motion Picture Association já havia pedido medidas imediatas para evitar violações pelo Sora, e companhias como Disney e Universal processaram startups como a Midjourney. A própria Disney enviou aviso à Character, AI exigindo que deixasse de usar personagens sem autorização. Nesse cenário, a OpenAI buscou se posicionar como uma parceira mais colaborativa.
Leia também: Valor de mercado: Nvidia vale 25 Disneys, 50 Nikes e mais de 3 mil JetBlues
A OpenAI prometeu manter controles robustos para impedir a geração de conteúdo ilegal, respeitar direitos de criadores e implementar políticas adequadas para diferentes faixas etárias.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Vazamento do iPhone 18 revela bastidores da estratégia global da Apple
2
Totvs lança conceito de ‘Marketing Contínuo’, unindo departamentos de marketing, vendas, atendimento e I.A.
3
Ex-ministro e chefe do SBT News, Fábio Faria vendeu projeto a Vorcaro por R$ 67,5 milhões
4
Ecossistema do YouTube gera R$ 6 bilhões para a economia brasileira, aponta relatório
5
Forças ucranianas atingem uma das maiores refinarias de petróleo da Rússia com drones de longo alcance