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Por que a Disney escolheu a OpenAI — e rejeitou o Google
Publicado 12/12/2025 • 06:30 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 12/12/2025 • 06:30 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
A Walt Disney Company decidiu investir 1 bilhão de dólares na OpenAI e conceder à empresa de inteligência artificial a primeira grande licença de uso de seu acervo de personagens.
O acordo, que se estenderá por três anos, permitirá que usuários do Sora criem vídeos de curta duração com mais de 200 personagens das marcas Disney, Marvel, Pixar e Star Wars.
Bob Iger, CEO da Disney, afirmou à CNBC que a parceria representa “uma porta de entrada” para a IA e sinaliza como o estúdio pretende atravessar a transformação tecnológica que atinge Hollywood.
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A decisão, porém, não foi tomada de forma automática, segundo Iger, a Disney conversou com outras big techs e avaliou alternativas antes de fechar com a OpenAI.
O executivo afirmou que apenas a equipe liderada por Sam Altman demonstrou compreender a importância da propriedade intelectual e do legado criativo da empresa.
Este ponto tornou-se determinante para um acordo que, internamente, é visto como estratégico para proteger a marca e, ao mesmo tempo, ampliar sua presença entre os públicos mais jovens.
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Bob Iger afirmou que a empresa conversou com outras gigantes de tecnologia antes de fechar o acordo, mas nenhuma demonstrou o mesmo cuidado com o legado criativo da companhia.
Segundo o executivo, a OpenAI foi a única a apresentar um modelo de licenciamento que reconhece e remunera o valor das obras e dos criadores. Iger classificou o investimento como “uma porta de entrada” para a inteligência artificial e um passo que terá impacto de longo prazo nos negócios.
Ele destacou que a OpenAI mostrou disposição em criar diretrizes específicas para o uso dos personagens da Disney no Sora, permitindo que a companhia defina e ajuste regras ao longo do tempo.
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A postura da startup, avaliou o CEO, contrasta com a de empresas que tratam o conteúdo de terceiros como material amplo para treinamento de modelos, sem autorização.
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Siga o Times | CNBCPara Iger, a parceria reforça a convicção de que a tecnologia deve ser incorporada de maneira responsável, com respeito aos criadores e proteção das obras.

O acordo ressalta o distanciamento entre Disney e Google, na véspera do anúncio, a Disney enviou à empresa uma notificação acusando o uso de obras protegidas por direitos autorais em “escala massiva” para treinar modelos de IA e distribuir conteúdo sem autorização, segundo a reportagem publicada no CNBC.
A carta exigia que o Google cesse práticas que, segundo a Disney, violam sua propriedade intelectual. O episódio aprofunda tensões já existentes e ajuda a explicar por que o Google ficou fora da negociação atual.
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A Disney tem reforçado que qualquer parceria de IA precisa, antes de tudo, reconhecer direitos autorais e estabelecer controles sobre o uso do material. A disputa também ocorre em meio a um cenário em que estúdios buscam limitar o uso de suas franquias por sistemas de IA generativa.
A decisão da Disney reflete uma mudança mais ampla na indústria do entretenimento. As empresas de mídia passaram a avaliar potenciais parceiros não apenas pela capacidade técnica, mas pela postura em relação à propriedade intelectual.
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O avanço rápido de plataformas de IA generativa, que permite aos usuários criar imagens e vídeos com comandos de texto, desencadeou uma onda de processos e notificações de estúdios contra empresas de tecnologia.
A Motion Picture Association já havia pedido medidas imediatas para evitar violações pelo Sora, e companhias como Disney e Universal processaram startups como a Midjourney. A própria Disney enviou aviso à Character, AI exigindo que deixasse de usar personagens sem autorização. Nesse cenário, a OpenAI buscou se posicionar como uma parceira mais colaborativa.
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A OpenAI prometeu manter controles robustos para impedir a geração de conteúdo ilegal, respeitar direitos de criadores e implementar políticas adequadas para diferentes faixas etárias.
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