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Fraude no INSS: ministro diz que governo desconhecia atuação de secretário do órgão
Publicado 18/12/2025 • 12:42 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 18/12/2025 • 12:42 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
Wolney Queiroz, ministro da Previdência. Foto: Lula Marques/Agência Brasil.
Nesta quinta-feira (18), Adroaldo Portal foi preso pela Polícia Federal (PF), que cumpre os mandados de prisão da nova fase da Operação Sem Desconto. Feita em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), as entidades investigam fraudes envolvendo aposentadorias do INSS.
Nesse sentido, Adroaldo é considerado o ‘número 2’ da Previdência Social e responde ao ministro da Previdência, Wolney Queiroz.
No entanto, de acordo com o Estadão, Queiroz afirmou não ter conhecimento de que Adroaldo estava envolvido em esquemas de fraude. Com a prisão realizada nesta manhã, o secretário-executivo foi exonerado do cargo.
Ademais, Wolney Queiroz afirmou que, com a investigação em andamento, deve seguir a determinação do presidente Lula, de “conter a crise, cuidar dos aposentados e estabelecer a integridade e a governança no ministério.”
Por isso, “seguimos nessa mesma toada de buscar os responsáveis. Esse governo não protege ninguém, tanto que há ampla liberdade da CGU e da PF”, explicou o ministro da Previdência.
Leia também: O que é a Operação Sem Desconto? Entenda a investigação sobre fraudes bilionárias no INSS
Outra informação relevante é que Adroaldo Portal já trabalhou no gabinete do senador Weverton Rocha (PDT-MA). O ex-secretário é formado em jornalismo e atuou em outros cargos no Congresso Nacional, em geral relacionados a políticos do PDT. O senador maranhense foi alvo de busca e apreensão na manhã de hoje (18).
Iniciada em 2023, a Operação Sem Desconto é fruto de uma parceria entre Polícia Federal e Controladoria Geral da União para investigar desvios e outros crimes envolvendo o INSS.
Leia também: Agibank tem consignado bloqueado pelo INSS; entenda o motivo
Desde seu início, a operação que investiga práticas criminosas envolvendo o INSS já mobilizou 700 policiais federais e 80 servidores da CGU para cumprir 211 mandados judiciais de busca e apreensão, além de 6 mandados de prisão.
Nesta quinta-feira (18), a investigação entrou em uma nova fase. Dessa vez, 36 auditores da CGU e 177 policiais federais participam da operação para cumprir 52 mandados de busca e apreensão, além de 16 mandados de prisão.
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