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Da arte à tecnologia: como Adriana Aroulho construiu liderança na SAP
Publicado 18/12/2025 • 22:19 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/12/2025 • 22:19 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A trajetória profissional de Adriana Aroulho, CEO da SAP para a América Latina, é marcada por caminhos pouco óbvios, decisões difíceis e aprendizados constantes, muitos deles fora do universo da tecnologia. Antes de assumir posições de liderança em uma das maiores empresas de software do mundo, ela passou anos dedicada à dança, experiência que segue influenciando sua visão de gestão e trabalho em equipe.
“Sem dúvida, eu realmente fiz balé durante toda a minha adolescência, até entrar na faculdade ali para os 18, 19 anos, onde eu tive que tomar uma decisão”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo Adriana, a dança trouxe ensinamentos que se refletem até hoje na vida corporativa. “Me dedicava muitas horas, então muita resiliência, trabalho em equipe, num grupo de dança você tem que perceber o outro, você está sempre fazendo coisas em grupo, e numa empresa também, ninguém faz absolutamente nada sozinho.”
A arte segue presente em sua vida pessoal. “Hoje eu tenho a dança ainda parte da minha vida. Eu sou conselheira da São Paulo Companhia de Dança. Casei com um ex-bailarino”, contou. “A dança faz parte da minha vida até hoje.”
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A entrada no setor de tecnologia, no entanto, aconteceu de forma inesperada. “Foi muito por acaso. Eu estava estudando Sociologia na USP, com intenções totalmente acadêmicas, meus planos eram outros”, disse. O ponto de virada veio com um estágio em uma multinacional americana de tecnologia. “Apareceu um estágio em Sociologia numa multinacional de tecnologia americana para fazer pesquisa com o perfil e comportamento do consumidor.”
A partir daí, Adriana passou a se envolver cada vez mais com o ambiente corporativo. “Eu entrei na empresa, acabei gostando demais do ambiente, das pessoas, comecei a aprender, fui me envolvendo com os projetos.” Para acompanhar essa mudança, buscou novas formações. “Fui fazer administração, depois acabei fazendo MBA em TI, em tecnologia, mas o que eu sempre mais gostava era gestão de pessoas, gestão cultural.”
Segundo a executiva, o foco no lado humano sempre foi central. “Eu sempre gosto muito mais desse lado humano e o poder de transformação que a tecnologia tem.” Esse olhar se reflete diretamente em seu estilo de liderança. “De verdade, o líder dá o caminho, alinha os objetivos, mas tudo acontece através das pessoas.” Ela afirmou buscar sempre uma escuta ativa. “Eu procuro sempre um caminho de conciliação. É lógico que, muitas vezes, você tem que tomar uma decisão, tem objetivos a entregar, mas eu procuro sempre ter uma escuta muito ativa.”
Um dos momentos mais decisivos de sua carreira ocorreu durante a pandemia. “Sem dúvida, eu acho que um momento que foi muito decisivo foi ali no começo da pandemia, quando eu recebi a oportunidade de liderar a SAP no Brasil, em plena pandemia.” Adriana permaneceu cinco anos à frente da operação brasileira. “No começo desse ano, assumi a América Latina.”
O novo desafio trouxe uma mudança de escala. “Assumir a América Latina é começar do zero em muitos países, conhecer novos times, novos parceiros, novas relações.” Segundo ela, as diferenças culturais são evidentes. “Argentina, Chile, que estão um do ladinho do outro, já é muito diferente em como as pessoas se comunicam, como elas tomam decisão.”
Ao tratar das transformações no setor, Adriana destacou a inteligência artificial como um eixo central. “Não tem como não falar de inteligência artificial. É uma mudança que já veio, não tem volta para trás.” Para ela, o diferencial está nos dados. “Os modelos de inteligência artificial são tão inteligentes quanto os dados que os nutrem.” E ressaltou: “A gente acredita numa inteligência artificial que tem a supervisão humana.”
Sobre transformação digital, avaliou que o Brasil está avançado. “Aqui no Brasil a gente está super avançada nessa agenda.” Na sua avaliação, a pandemia teve papel decisivo. “As empresas se viram obrigadas a ter que operar de forma digital.”
Adriana também destacou a posição do Brasil no contexto regional e global. “Eu vejo o Brasil muito avançado.” A SAP mantém no país um de seus principais centros de desenvolvimento. “A gente tem quase 3 mil colaboradores desenvolvendo soluções com inteligência artificial aqui do Brasil para o mundo.”
Ao falar dos desafios enfrentados por mulheres em posições de liderança, foi direta. “Eu ainda entro.” Segundo ela, embora a situação esteja mudando, o avanço ainda é gradual. “Eu entro, mas eu entro cada vez menos.” Além do gênero, citou a idade como um obstáculo no início da carreira. “Eu assumi a minha primeira posição de liderança com 25 anos.” Isso, segundo ela, exigiu esforço redobrado. “Você tem que se provar duas vezes.”
Para mudar esse cenário, defendeu uma postura ativa das empresas. “Tem que ser intencional porque faz sentido para o negócio.” Adriana destacou a importância da diversidade. “Essa pluralidade significa combustível para a inovação.” Para ela, representar a sociedade é essencial. “Uma empresa que quer servir os seus clientes também precisa representar todo mundo.”
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Ao aconselhar mulheres que desejam alcançar cargos de liderança, deixou uma mensagem clara. “Tem que ter mais coragem do que medo.” Segundo ela, autenticidade é fundamental. “Não abrir mão da sua autenticidade.” Adriana também destacou a importância de pedir ajuda e de confiar mais em si mesma.
Sobre seu estilo de liderança, relatou um episódio marcante durante a pandemia. “A minha filha falou assim pra mim: ‘nossa mamãe, mas você fala com eles igual você fala com a gente?’.” Para ela, foi um elogio. “Eu não ponho uma máscara ou visto um personagem.”
A maternidade também influenciou sua forma de liderar. “Maternidade te faz ver que você não controla tudo.” Para Adriana, aceitar limites e aprender continuamente são essenciais. “Eu me sinto aprendendo todos os dias.”
Ao final, refletiu sobre protagonismo. “É ter orgulho das minhas escolhas.” E concluiu: “Me sinto muito privilegiada e protagonista da minha vida.”
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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