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Programa impulsiona Wagyu cruzado no Brasil e eleva volume certificado em 30%
Publicado 04/02/2026 • 09:10 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 04/02/2026 • 09:10 | Atualizado há 8 meses
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Reprodução
O mercado brasileiro de carne premium vive uma nova fase. Dados do Programa Carne Wagyu Certificada, conduzido pela Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Wagyu, mostram que o número de animais abatidos em 2025 cresceu 30% em relação ao ano anterior, somando Wagyu puro e Wagyu cruzado.
Por trás desse avanço está uma engrenagem menos visível, mas decisiva: um programa privado estruturado pela Guidara para organizar genética, manejo e escala produtiva do Wagyu cruzado no País, um gargalo histórico que limitava a expansão desse nicho.
O Programa Carne Wagyu Certificada funciona como selo de rastreabilidade e qualidade, com duas categorias distintas, uma para Wagyu puro e outra para Wagyu cruzado. É por meio dele que os volumes são auditados e consolidados.
O salto mais recente, porém, vem justamente do cruzamento industrial. Até poucos anos atrás, esse segmento operava de forma pulverizada, sem critérios genéticos claros, padrões de manejo ou previsibilidade de oferta.
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Segundo a médica veterinária Tatiana Caruso, responsável técnica pelo programa, a iniciativa nasceu da ausência de padronização no campo.
Ela explica que o Wagyu cruzado chegava ao mercado sem uniformidade suficiente para sustentar uma linha consistente de produto, o que dificultava contratos, planejamento industrial e posicionamento premium.
A partir disso, o programa passou a orientar produtores sobre escolha de touros, base de matrizes, protocolos de manejo e critérios produtivos. Os animais que atendem aos requisitos entram, então, no sistema oficial de certificação, que audita e chancela o produto final.
Foi em 2025 que esse trabalho começou a aparecer com mais clareza nos números. O ano marca o primeiro ciclo relevante de abate de animais cruzados efetivamente oriundos desse modelo, já enquadrados nos padrões exigidos para certificação.
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Siga o Times | CNBCAlém da organização produtiva, a remuneração diferenciada virou pilar do crescimento.
Nos animais recriados, com dente de leite, peso mínimo de 300 quilos e castração até a desmama, a bonificação pode chegar a 25% sobre a arroba. Já nos animais terminados, com até seis dentes e peso mínimo de 600 quilos vivos, o prêmio varia conforme o marmoreio da carcaça e pode alcançar até 100% de ágio para níveis acima de 7, numa escala que vai até 12.
Para produtores, é o tipo de incentivo que muda a conta na ponta do lápis e transforma genética premium em decisão econômica, não apenas em aposta de nicho.
Para Daniel Streinburch, CEO da Guidara, os resultados refletem a complementaridade entre certificação e organização produtiva.
Ele afirma que o Programa Carne Wagyu Certificada cumpre o papel de auditar, medir e dar credibilidade ao produto final, enquanto o cruzamento industrial nasceu para estruturar a produção do Wagyu cruzado, algo que o mercado sozinho não estava conseguindo fazer.
Segundo o executivo, hoje a empresa responde por cerca de 85% do market share desses animais cruzados, e a combinação dos dois modelos trouxe escala, padrão e previsibilidade para a cadeia.
Com o sucesso do projeto, a estratégia avançou para uma nova frente: o Wagyu On Dairy, iniciativa que cruza vacas leiteiras com touros de corte para agregar valor aos bezerros.
O sistema melhora ganho de peso, rendimento de carcaça e cria uma integração entre pecuária de leite e de corte, ampliando a rentabilidade do produtor e abrindo uma nova avenida de crescimento para a carne premium no Brasil.
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