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R$ 100 hoje compram o quê? Inflação corrói poder de compra em 20 anos
Publicado 19/12/2025 • 11:55 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 19/12/2025 • 11:55 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Imagem: ilustração/Freepik.
Quanto vale R$ 100? Veja como a inflação mudou parâmetros entre 2005 e 2025. Imagem: ilustração/Freepik.
Um período de 20 anos é mais do que suficiente para quase todas as regras e hábitos de um público mudarem. Por isso, tratando-se de finanças, a ideia não é muito diferente.
Em outros tempos, o que se compra com R$ 100,00 hoje, era comprado por R$ 33,80 em um dia qualquer em 2005. Na verdade, com o aumento da inflação ao longo do anos, consumir bens e serviços parece ter ficado cada vez mais caro.
De acordo com o Bora Investir, da B3, o IPCA acumulou altas de 196,28% ao longo de vinte anos. Ou seja, se ainda estivéssemos naquela época, R$ 100,00 seria como ter R$ 296 hoje.
Nesse sentido, considera-se ainda o salário mínimo. Naquela época, a remuneração era de, no mínimo, R$ 300. Já em 2025, o valor é de R$ 1.518. Sendo assim, o salto de um valor para o outro representa um aumento nominal de 406%. Porém, com a inflação corrigida, o valor recente representa quase 71% de ganho real.
Mesmo assim, quem consegue fugir da percepção de que tudo está mais caro?
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Além dos exemplos citados anteriormente, o preço da cesta básica é uma boa referência para entender quanto os preços mudaram ao longo dos anos.
Nesse caso, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), era necessário R$ 183,43 para comprar a cesta básica em São Paulo em 2005. Por outro lado, em 2025 esse valor é de R$ 851,82, segundo o IBGE.
A variação entre os dois montantes indica uma alta de 364,38%, um percentual bem acima da inflação acumulada no período (196%) e próximo da valorização do salário mínimo, que chegou a cerca de 406%. Ainda para fins comparativos, o botijão de gás de cozinha, que em 2005 custava R$ 30,00, teve aumento de 333% ao longo de duas décadas. Hoje, o botijão é vendido, em média, por R$ 130,00.
Leia mais: Cesta básica consome quanto do salário mínimo? Veja números atuais
No final do dia, embora diversos elementos estejam associados, o mais importante a se pensar é: como proteger seu dinheiro da inflação?
Se ainda fosse 2005, é possível que a recomendação máxima para proteger o rendimento do dinheiro fosse a compra de dólar. No entanto, em 2025 existem alternativas mais diretas.
Entre elas, estão os títulos públicos atrelados ao IPCA, como o Tesouro IPCA+ (ou NTN-B). Nessa modalidade, uma taxa de juros fixa somada à variação da inflação garantem o ganho real para o investidor.
Há também os fundos de inflação. Essa modalidade de renda fixa reúne títulos públicos e privados corrigidos pelo IPCA. Nesse caso, a rentabilidade combina a inflação com uma taxa prefixada.
Outra estratégia é a exposição a ativos em moeda estrangeira. Isso porque investimentos ligados a moedas como o dólar costumam funcionar como proteção contra a perda do poder de compra no Brasil.
Ademais, os fundos multimercados também aparecem como uma opção para quem quer diversificação, já que podem aplicar em diferentes classes de ativos – isto é, desde renda fixa e ações, até moedas estrangeiras – para serem ajustadas na carteira conforme o cenário econômico.
Por fim, é possível fugir da inflação por meio de ações de empresas consolidadas. Dessa forma, fundos imobiliários (FIIs) e outros ativos de renda variável podem superar a inflação no longo prazo. No entanto, diferentemente dos títulos indexados, não há garantia de retorno, já que os resultados dependem das condições de mercado.
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