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China reage à apreensão de petroleiro da Venezuela pelos EUA
Publicado 22/12/2025 • 16:02 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 22/12/2025 • 16:02 | Atualizado há 3 meses
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Wikipedia Commons
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping
O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou nesta segunda-feira (22) que a apreensão de navios de outros países pelos Estados Unidos representa uma grave violação do direito internacional. A reação ocorre após a interceptação de um petroleiro com destino à China próximo à costa da Venezuela.
Durante coletiva de imprensa, o porta-voz da chancelaria chinesa, Lin Jian, disse que a Venezuela tem o direito de manter e ampliar relações com outros países e reiterou a oposição de Pequim a sanções unilaterais, classificadas como ilegais e sem respaldo no direito internacional.
Segundo Lin, medidas desse tipo violam normas internacionais e agravam tensões geopolíticas, especialmente em regiões sensíveis como o Caribe e a América do Sul.
No domingo (21), autoridades do governo dos Estados Unidos informaram à imprensa internacional que uma terceira embarcação foi interceptada nas proximidades da costa venezuelana. Se confirmada, será a terceira apreensão em poucas semanas e a segunda apenas neste fim de semana, em meio ao aumento da presença militar americana na região.
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No sábado, os Estados Unidos já haviam apreendido um petroleiro em águas internacionais próximas à Venezuela, poucos dias após o presidente Donald Trump anunciar um “bloqueio” a navios sancionados que entram e saem do país sul-americano.
De acordo com documentos, a embarcação interceptada, chamada Centuries, foi carregada na Venezuela sob o nome falso “Crag” e transportava cerca de 1,8 milhão de barris de petróleo bruto venezuelano do tipo Merey com destino à China. O carregamento teria sido adquirido pela Satau Tijana Oil Trading, uma das intermediárias nas vendas da estatal PDVSA a refinarias independentes chinesas.
A Casa Branca afirmou que o “navio com bandeira falsificada” fazia parte da frota paralela venezuelana e transportava petróleo sujeito a sanções. Já o governo venezuelano classificou a interceptação como um “grave ato de pirataria internacional”.
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A China é atualmente a maior compradora de petróleo venezuelano e responde por cerca de 4% das importações totais do país asiático. O episódio eleva a tensão diplomática entre Pequim e Washington e adiciona um novo componente geopolítico à política de sanções dos EUA contra Caracas.
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