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António José Seguro vence eleição presidencial em Portugal e derrota a extrema direita
Publicado 08/02/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 08/02/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Patrícia de Melo Moreira/AFP
Jose Antonio Seguro
O socialista moderado António José Seguro venceu neste domingo o segundo turno das eleições presidenciais em Portugal, superando com ampla margem o candidato da extrema direita André Ventura, segundo a apuração quase concluída.
Com 95% das urnas contabilizadas, Seguro, de 63 anos, obteve 66% dos votos, contra 34% de Ventura. Ele tomará posse no início de março, sucedendo ao conservador Marcelo Rebelo de Sousa, que ocupava o cargo havia dez anos.
Embora o papel do presidente português seja majoritariamente simbólico, a função ganha peso em momentos de crise política. O chefe de Estado pode dissolver o Parlamento e convocar eleições legislativas antecipadas, atuando como árbitro institucional.
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Apesar da derrota, Ventura saiu politicamente fortalecido. Seu partido, o Chega, confirmou-se como a segunda maior força política do país após chegar ao segundo turno.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, celebrou a vitória de Seguro e afirmou que o resultado representa um triunfo dos “valores europeus compartilhados”, destacando a resiliência democrática dos portugueses mesmo diante de circunstâncias adversas.
A corrida eleitoral foi profundamente impactada por duas semanas de tempestades e ventos fortes que deixaram ao menos sete mortos e provocaram prejuízos estimados em 4 bilhões de euros. As condições climáticas obrigaram cerca de vinte distritos a adiar a votação por uma semana, embora a maioria dos mais de 11 milhões de eleitores aptos tenha conseguido participar normalmente, dentro e fora do país.
Ventura criticou a resposta do governo à crise climática e tentou, sem sucesso, adiar todo o processo eleitoral. Em Lisboa, a professora aposentada Celeste Caldeira afirmou que as autoridades “tomaram a decisão correta” ao manter o pleito.
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Seguro é um político experiente que passou a última década longe dos holofotes. Ex-líder do Partido Socialista, começou a carreira na ala jovem da legenda e foi afastado em 2014 por António Costa, hoje presidente do Conselho Europeu.
Mesmo sem apoio inicial da cúpula do partido, lançou-se na disputa defendendo uma “esquerda moderna e moderada”. Aos poucos, conquistou respaldo de setores da esquerda radical, do centro e até da direita, embora não tenha recebido o endosso do atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, do Partido Social Democrata.
Durante a votação, Seguro alertou que a abstenção era seu principal adversário, agravada pelo mau tempo dos dias anteriores. Em Caldas da Rainha, cidade onde mora, pediu que os eleitores aproveitassem a melhora nas condições climáticas para ir às urnas.
Ventura, por sua vez, prometeu uma “ruptura” com os partidos que governam Portugal há meio século e reclamou de ter enfrentado um cenário de “todos contra um”.
Para analistas políticos, o resultado reforça duas tendências simultâneas: a preferência majoritária por um perfil moderado na Presidência e a consolidação da extrema direita como ator permanente no tabuleiro político português.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou nas redes sociais para celebrar a vitória de António José Seguro. Em mensagem publicada no X, Lula afirmou: “Parabéns a António José Seguro, presidente eleito de Portugal, pela vitória expressiva nas urnas neste domingo. Numa eleição que se desenvolveu de forma pacífica e representa a vitória da democracia num momento tão importante para a Europa e o mundo. E consolida a posição de Portugal de apoio ao acordo Mercosul-União Europeia”.
O chefe do Executivo brasileiro acrescentou que o Brasil seguirá trabalhando em parceria com o presidente eleito e com o primeiro-ministro Luís Montenegro para fortalecer as relações bilaterais históricas entre os dois países, além de defender o multilateralismo e o desenvolvimento sustentável.
A sinalização pública de Brasília foi interpretada por diplomatas como um gesto de continuidade na agenda econômica e comercial entre os dois lados do Atlântico, especialmente no momento em que o acordo entre Mercosul e União Europeia volta a ganhar tração no debate internacional.
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