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Israel investirá cifra bilionária em armamento próprio; maioria hoje vem dos EUA
Publicado 24/12/2025 • 15:25 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 24/12/2025 • 15:25 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
World Economic Forum/swiss-image
O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu
O primeiro-ministro de Benjamin Netanyahu afirmou nesta quarta-feira (24) que Israel investirá US$ 110 bilhões ao longo da próxima década para desenvolver uma indústria de defesa nacional independente, reduzindo a dependência histórica de fornecedores estrangeiros — em especial dos Estados Unidos.
Atualmente, grande parte do arsenal das Forças de Defesa de Israel (IDF) é de origem americana, resultado de décadas de cooperação militar bilateral. No entanto, dois anos de conflito em múltiplas frentes pressionaram a capacidade logística do país, enquanto restrições impostas por aliados europeus, em protesto contra o número de mortes em Gaza, expuseram riscos na cadeia de suprimentos militares.
“Aprovamos um total de 350 bilhões de shekels para a próxima década para construir uma indústria de armas independente para o Estado de Israel”, disse Netanyahu durante cerimônia em uma base aérea no sul do país.
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Segundo o premiê, o objetivo é mitigar riscos geopolíticos e gargalos de fornecimento, mesmo entre aliados estratégicos.
“Queremos reduzir nossa dependência de qualquer outra parte, inclusive de amigos”, afirmou, destacando investimentos em tecnologias militares avançadas e sistemas de próxima geração.
Dados do Congresso dos EUA indicam que Washington forneceu US$ 3,3 bilhões em financiamento militar direto a Israel e US$ 500 milhões em cooperação para defesa antimísseis apenas em 2025. Apesar do suporte contínuo, autoridades israelenses vêm sinalizando uma reorientação estratégica em direção à autossuficiência industrial.
Em setembro, Netanyahu afirmou que Israel se tornava cada vez mais isolado no cenário internacional e precisava adotar uma postura descrita como “super-Esparta” — declaração que gerou repercussão negativa e foi posteriormente enquadrada como uma referência exclusiva à política industrial de defesa.
Para 2026, Israel projeta destinar cerca de 16% do orçamento público à defesa, o equivalente a US$ 35 bilhões, dentro de um orçamento total estimado em US$ 208 bilhões, segundo dados oficiais.
Antes da guerra iniciada pelo ataque do Hamas em outubro de 2023, o orçamento militar girava em torno de US$ 20,4 bilhões.
O aumento expressivo dos gastos reforça um novo ciclo de investimentos estruturais no setor de defesa, com potenciais impactos sobre:
“A paz é feita com os fortes, não com os fracos”, afirmou Netanyahu, ao defender que o fortalecimento do setor de defesa amplia o poder de dissuasão e o peso diplomático do país.
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