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Após tarifaço, exportações do Brasil aos EUA caem 25% em janeiro e déficit triplica
Publicado 11/02/2026 • 12:27 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 11/02/2026 • 12:27 | Atualizado há 5 meses
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Exportações
As exportações brasileiras aos Estados Unidos somaram US$ 2,4 bilhões em janeiro, queda de 25,5% na comparação com o mesmo mês de 2025. O resultado marca o sexto recuo consecutivo, segundo o Monitor do Comércio Brasil–EUA, elaborado pela Amcham Brasil.
O movimento aprofundou o déficit brasileiro na balança bilateral, que atingiu aproximadamente US$ 700 milhões no mês — mais que o triplo do valor registrado em janeiro do ano passado.
O ciclo de retração teve início em agosto de 2025 e se estendeu ao começo de 2026, confirmando um cenário mais adverso para o comércio entre os dois países.
As importações brasileiras de produtos americanos também recuaram em janeiro, com queda de 10,9%. No entanto, como as exportações caíram de forma mais intensa, o saldo comercial piorou.
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A queda das exportações aos EUA foi influenciada principalmente pelo desempenho do petróleo bruto, que registrou retração de 39,1% na comparação anual.
Além disso, pesaram as sobretaxas aplicadas a produtos brasileiros. Em média, os bens atingidos por tarifas adicionais recuaram 26,7%.
Produtos sujeitos a sobretaxas de 40% e 50% registraram queda de 38,2%, o equivalente a US$ 325 milhões a menos nas vendas.
Já os itens abrangidos pela Seção 232 — que inclui siderúrgicos e cobre — tiveram retração de 38,3%, com impacto negativo de US$ 253 milhões.
Entre os produtos com maior contribuição negativa para o desempenho de janeiro estão:
“O ano de 2026 começa marcado por forte pressão sobre o comércio entre Brasil e Estados Unidos. A combinação entre os efeitos das sobretaxas, especialmente sobre bens industriais, e a queda das exportações de petróleo, tem desacelerado as trocas bilaterais”, afirmou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.
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Siga o Times | CNBCApesar do cenário adverso, parte da pauta exportadora brasileira apresentou desempenho superior ao das vendas ao restante do mundo.
Entre os dez produtos mais exportados aos Estados Unidos em janeiro, seis tiveram performance relativa positiva, com destaque para:
Esses segmentos ajudaram a mitigar parte da queda mais acentuada em commodities energéticas e bens industriais afetados por tarifas.
O Brasil segue entre os poucos países com os quais os Estados Unidos mantêm superávit comercial expressivo, posição consolidada ao longo de 2025.
Com a retração mais intensa das exportações brasileiras em janeiro, o desequilíbrio bilateral se aprofundou.
“Os dados de janeiro confirmam que o início de 2026 segue marcado por pressões relevantes sobre o comércio bilateral. A combinação entre a queda das exportações brasileiras e a manutenção de tarifas elevadas, especialmente sobre bens industriais, tem aprofundado o desequilíbrio na balança comercial entre Brasil e Estados Unidos”, reforçou Abrão Neto.
Segundo a Amcham, o comércio bilateral é sustentado por cadeias produtivas integradas, investimentos cruzados e trocas entre empresas do mesmo grupo.
A entidade defende o avanço do diálogo econômico de alto nível entre os dois países como condição para restaurar previsibilidade e reduzir barreiras.
“Avançar no diálogo econômico de alto nível entre os dois países é essencial para restaurar previsibilidade, reduzir barreiras e criar condições para a retomada do fluxo comercial ao longo de 2026”, afirmou Neto.
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