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Arrecadação de impostos no Brasil chega a R$ 3,98 trilhões em 2025, estima ACSP
Publicado 29/12/2025 • 12:17 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 29/12/2025 • 12:17 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Marcello Casal Jr / Agência Brasil
O ano de 2025 termina com uma marca histórica e simbólica para as finanças do país.
Na próxima quarta-feira, 31 de dezembro, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrará, pela primeira vez, o montante de R$ 3,98 trilhões arrecadados. O valor engloba todos os tributos, taxas, contribuições, multas e juros pagos pelos cidadãos às esferas federal, estadual e municipal ao longo do ano.
Em termos comparativos, o salto foi de 10,56% sobre os R$ 3,6 trilhões contabilizados em 2024. Esse avanço de dois dígitos reflete uma combinação entre a dinâmica da economia real e uma agenda fiscal agressiva que marcou o cenário legislativo recente.
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De acordo com o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, da ACSP, o crescimento da arrecadação foi sustentado, em parte, pelo maior vigor da atividade econômica nacional. No entanto, o especialista destaca um componente estrutural: a inflação.
Como a base tributária brasileira é fortemente ancorada no consumo, a elevação dos preços de bens e serviços atua como um multiplicador automático das receitas governamentais, já que o imposto incide diretamente no valor final das notas fiscais.
Para além dos fatores macroeconômicos, o recorde de R$ 3,98 trilhões é resultado direto de uma série de novas frentes de tributação implementadas ou intensificadas ao longo do período.
O relatório da ACSP elenca medidas cruciais para esse desempenho: a nova tributação sobre fundos exclusivos e offshores, aliada à “taxa das blusinhas” (imposto sobre compras internacionais de baixo valor) e ao aumento do IOF; o início da cobrança sobre o mercado de apostas esportivas (bets); a volta gradual dos impostos sobre a folha de pagamentos; o encerramento dos incentivos fiscais para o setor de eventos (PERSE); mudanças no tratamento tributário de subvenções estaduais; a retomada integral dos impostos sobre combustíveis; e a revisão para cima das alíquotas de ICMS em diversas unidades da federação.
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