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Apesar de garantia bilionária, Warner Bros. deve rejeitar oferta da Paramount; entenda

Publicado 31/12/2025 • 20:17 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • A Warner Bros. Discovery caminha para rejeitar a proposta revisada de US$ 108,4 bilhões (cerca de R$ 596,2 bilhões, na cotação atual), na cotação atual apresentada pela Paramount Skydance.
  • Mesmo com o apoio direto do bilionário Larry Ellison, que ofereceu garantias pessoais para conferir solidez ao negócio, fontes próximas às discussões internas indicam que o conselho de administração da Warner não se deu por satisfeito.
  • A decisão final deve ser sacramentada em reunião prevista para a próxima terça-feira (6).
Símbolo da Warner

Chris Yarzab/Wikipedia Commons.

Warner Bros

A Warner Bros Discovery caminha para rejeitar a proposta revisada de US$ 108,4 bilhões (cerca de R$ 596,2 bilhões, na cotação atual), na cotação atual apresentada pela Paramount Skydance.

Mesmo com o apoio direto do bilionário Larry Ellison, que ofereceu garantias pessoais para conferir solidez ao negócio, fontes disseram à Reuters que as discussões internas indicam que o conselho de administração da Warner não se deu por satisfeito. A decisão final deve ser sacramentada em reunião prevista para a próxima terça-feira (6).

A resistência da Warner em aceitar a investida da família Ellison mantém a empresa na rota de uma fusão concorrente com a Netflix. Embora a oferta da gigante do streaming seja nominalmente menor — avaliada em US$ 82,7 bilhões (R$ 454,8 bilhões) —, analistas de mercado pontuam que ela possui uma estrutura de financiamento mais clara e apresenta menos riscos de execução.

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Além disso, o recuo da Warner agora custaria caro: o acordo com a Netflix prevê uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões (R$ 15,4 bilhões).

Ajustes na proposta e pressão dos acionistas

Para tentar seduzir o conselho, a Paramount realizou ajustes estratégicos, como o aumento da multa regulatória reversa e a extensão dos prazos de adesão. Contudo, o valor em dinheiro foi mantido em US$ 30 por ação, patamar considerado insuficiente por grandes investidores.

A Harris Oakmark, quinta maior acionista da Warner Bros com 96 milhões de ações, já se manifestou contrária ao negócio, destacando que a oferta revisada da Paramount sequer cobre os custos de rompimento com a Netflix.

Desafios regulatórios e cenário político

A Paramount defende que a união com a Warner criaria um estúdio maior que a Disney, unificando duas potências da televisão e enfrentando menos entraves antitruste. No entanto, o cenário em Washington é de cautela. Congressistas de ambos os partidos expressaram preocupação com a consolidação agressiva do setor de mídia.

O presidente americano Donald Trump também sinalizou que pretende se manifestar sobre a operação, que é vista como uma das movimentações mais relevantes da indústria do entretenimento na década.

A expectativa agora recai sobre o posicionamento oficial do conselho da Warner Bros. Caso a rejeição se confirme, o mercado de mídia verá a consolidação definitiva da Netflix como uma força dominante na produção de conteúdo tradicional, enquanto a Paramount terá de buscar novas alternativas estratégicas para manter sua competitividade global.

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