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EUA concedem licença anual à TSMC para importar chips e equipamentos à China
Publicado 01/01/2026 • 08:23 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 01/01/2026 • 08:23 | Atualizado há 2 meses
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Peellden/Wikipedia. chips
Prédio da TSMC.
Os Estados Unidos concederam uma licença anual para que a TSMC importe equipamentos americanos de fabricação de chips para sua unidade em Nanjing, na China. A autorização garante a continuidade das operações da fábrica em 2026, após o fim das isenções automáticas que beneficiavam grandes fabricantes asiáticos sob as regras de controle de exportações de Washington.
Em comunicado, a TSMC afirmou que a licença concedida pelo governo americano permite a importação de itens controlados sem a necessidade de autorizações individuais por fornecedor. Segundo a empresa, a medida “assegura operações fabris ininterruptas e a entrega de produtos” na unidade chinesa.
A planta de Nanjing produz chips de 16 nanômetros e outros nós considerados maduros, que não integram a linha mais avançada de semicondutores da companhia.
Até o fim de 2025, a TSMC e outras fabricantes asiáticas operavam sob um regime de exceção conhecido como validated end-user, que permitia acesso facilitado a equipamentos americanos. Esse status expirou em 31 de dezembro, obrigando as empresas a solicitar licenças formais para manter as operações em território chinês.
A mudança faz parte da estratégia dos Estados Unidos para restringir o avanço tecnológico da China em áreas sensíveis, como semicondutores de ponta e inteligência artificial.
Além da TSMC, o governo americano concedeu autorizações semelhantes à Samsung Electronics e à SK Hynix, que também mantêm fábricas de chips na China.
As licenças anuais substituem as antigas isenções e passam a ser o principal instrumento regulatório para o fornecimento de equipamentos de origem americana ao país asiático.
De acordo com o relatório anual de 2024 da TSMC, a unidade de Nanjing respondeu por cerca de 2,4% da receita total da companhia. Além dessa planta, a empresa mantém uma fábrica de semicondutores em Xangai.
Apesar da participação relativamente pequena no faturamento, a operação na China é vista como relevante para o fornecimento de chips de tecnologia madura a clientes locais.
A concessão da licença evidencia o equilíbrio buscado por Washington entre restringir tecnologias sensíveis e evitar rupturas na cadeia global de chips. Enquanto os controles seguem rígidos para semicondutores avançados, os EUA têm adotado uma abordagem mais flexível para chips de gerações anteriores.
O tema permanece como um dos principais pontos de tensão nas relações entre Estados Unidos e China, com impactos diretos sobre investimentos, cadeias industriais e a geopolítica da tecnologia em 2026.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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