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Starlink, de Elon Musk, oferece acesso gratuito à internet na Venezuela
Publicado 05/01/2026 • 06:51 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 05/01/2026 • 06:51 | Atualizado há 2 dias
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Imagem de aparelho do Starlink
Reprodução/Instagram
A Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk, está oferecendo serviço gratuito de banda larga a usuários na Venezuela até 3 de fevereiro, após ataques aéreos dos Estados Unidos e a captura do líder deposto Nicolás Maduro.
A provedora de internet via satélite informou em comunicado divulgado no domingo que créditos de serviço estavam sendo adicionados de forma proativa a contas ativas e inativas, enquanto a empresa monitora a evolução das condições no país e os requisitos regulatórios.
“Embora ainda não tenhamos um cronograma para a disponibilidade de compra local, se e quando houver atualizações, elas serão comunicadas diretamente pelos canais oficiais da Starlink”, acrescentou a empresa.
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A Starlink, que é uma subsidiária da empresa aeroespacial SpaceX, fornece acesso à internet por meio de satélites de baixa órbita terrestre e exige que os usuários adquiram equipamentos específicos para se conectar ao serviço.
O mapa de disponibilidade da Starlink em seu site lista a Venezuela como “em breve”, o que sugere que a empresa ainda não lançou formalmente o serviço no país, apesar de indicar que alguns usuários já estavam ativos. Ainda não está claro como os serviços e os preços da companhia poderão evoluir após 3 de fevereiro.
Ainda assim, uma ampliação temporária do acesso gratuito à internet no país pode ajudar a garantir conectividade em meio às consequências recentes dos ataques aéreos dos Estados Unidos e de uma operação terrestre para capturar e extraditar Maduro, que será julgado sob acusações que incluem narcoterrorismo e fraude eleitoral.
As operações dos Estados Unidos em 3 de janeiro tiveram como alvo principalmente áreas da capital venezuelana, Caracas, com ataques também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, segundo um comunicado do governo.
Após os ataques aéreos, relatos indicaram que regiões de Caracas ficaram sem energia elétrica e conexão com a internet. Alguns veículos locais também informaram interrupções de serviço em Miranda durante o fim de semana.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA supervisionariam a transição da Venezuela, embora os detalhes permaneçam pouco claros em meio a preocupações com um possível vácuo de poder.
O presidente também anunciou no sábado que a vice-presidente Delcy Rodríguez tomou posse após a prisão de Maduro, mas ameaçou realizar um segundo ataque contra a Venezuela caso a nova liderança não “se comportasse”.
Enquanto isso, o Conselho de Segurança da ONU planeja realizar uma reunião em 6 de janeiro para discutir a legalidade da ação dos Estados Unidos, já que países — incluindo aliados americanos como Brasil e Espanha — condenaram as ações militares.
A Venezuela não é a primeira zona de conflito onde a Starlink foi implantada. O serviço via satélite foi lançado na Ucrânia em 2022 para substituir redes de internet e comunicação danificadas pela invasão russa, tornando-se rapidamente uma ferramenta essencial tanto para a conectividade civil quanto militar.
Embora autoridades ucranianas e internacionais tenham elogiado o papel da Starlink no país devastado pela guerra, seu uso no conflito também levantou questionamentos sobre a influência que uma única empresa privada pode exercer sobre o acesso à internet em tempos de guerra.
Essas preocupações se intensificaram em setembro de 2023, quando uma biografia de Musk revelou que ele havia negado anteriormente um pedido da Ucrânia para ativar a cobertura da Starlink sobre a Crimeia, anexada pela Rússia, frustrando na prática um ataque planejado com drones submarinos.
Essa revelação levou o Comitê de Serviços Armados do Senado dos Estados Unidos a investigar “sérias questões de responsabilidade nacional” decorrentes da influência de um cidadão privado sobre o conflito.
No entanto, em junho de 2023, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos colocou formalmente as atividades da Starlink na Ucrânia sob sua supervisão por meio de um contrato com a SpaceX, tornando a empresa, na prática, uma prestadora oficial do setor militar.
O Departamento de Defesa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da CNBC sobre um eventual envolvimento ou supervisão das operações da Starlink na Venezuela.
Além de zonas de conflito, a Starlink também tem sido utilizada para contornar censura governamental e bloqueios de internet impostos por autoridades em diversos países.
No Irã, milhares de usuários teriam utilizado a Starlink para acessar a internet sem filtros, desafiando as restrições do governo, apesar de o serviço não ser oficialmente aprovado no país.
A Venezuela também tem um histórico bem documentado de censura e interrupções da internet, especialmente durante períodos de instabilidade política sob os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
“A Starlink permite que a internet seja fornecida por empresas não estatais em regimes autoritários”, afirmou Marko Papic, estrategista global de GeoMacro da BCA Research, à CNBC, acrescentando que isso quase certamente se tornará uma tendência.
“É altamente provável que a Starlink passe a estar disponível, gratuitamente, em todos os lugares onde os Estados Unidos estejam envolvidos em uma relação antagonista com o regime”, disse ele.
Em meio a preocupações internacionais sobre a Starlink e o papel dominante dos Estados Unidos no setor de banda larga via satélite, governos como os da China e da União Europeia têm apoiado alternativas domésticas.
Entre elas está a Qianfan, sediada em Xangai e também conhecida como SpaceSail, que já lançou pelo menos 108 satélites de baixa órbita terrestre, segundo a mídia estatal chinesa.
Enquanto isso, o programa espacial estatal de Pequim anunciou no mês passado o lançamento bem-sucedido de seu 17º lote de satélites de internet de baixa órbita terrestre, dentro do projeto de constelação Guowang.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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