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Cecafé diz que acordo Mercosul–UE amplia competitividade do café industrializado

Publicado 09/01/2026 • 13:01 | Atualizado há 20 horas

KEY POINTS

  • Acordo Mercosul-UE zera tarifas de cafés industrializados em quatro anos. A medida foca em produtos de valor agregado, já que o grão verde já possui isenção.
  • Setor projeta novos investimentos e aumento de empregos em fábricas nacionais, além disso o tratado também serve como selo de qualidade para abrir mercados no Canadá e na Ásia.

A confirmação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia tende a beneficiar o setor de cafés industrializados do Brasil, segmento que hoje enfrenta tarifas para acessar o mercado europeu. Para comentar os efeitos do tratado, Marcos Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), se manifestou por meio de nota à imprensa.

“O acordo favorece principalmente os cafés industrializados, já que o café verde não é tarifado para entrar na União Europeia”, afirmou Matos. Segundo ele, o tratado corrige uma assimetria histórica ao ampliar o acesso de produtos com maior valor agregado ao bloco europeu.

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O diretor-geral do Cecafé destacou que, com a confirmação do acordo, cafés solúveis e industrializados do Brasil passarão por um processo de desgravação tarifária anual até que as alíquotas cheguem a zero em um prazo de quatro anos, o que deve elevar a competitividade brasileira no mercado europeu.

“Essa redução gradual das tarifas tende a ampliar os embarques de cafés industrializados para a União Europeia”, disse. A avaliação é de que o novo cenário pode gerar ganhos tanto em volume quanto em receita para os exportadores brasileiros.

Além do impacto comercial, Matos ressaltou que o acordo pode estimular investimentos nas indústrias de café instaladas no país. “Há um potencial relevante de aumento dos investimentos, com reflexos diretos na geração de empregos e renda nas regiões onde essas fábricas estão localizadas”, afirmou.

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De acordo com o Cecafé, esse movimento reforça a relevância social da cafeicultura brasileira, ao contribuir para a melhoria dos indicadores de desenvolvimento humano nas localidades ligadas à atividade industrial do setor.

Outro ponto destacado por Matos é o efeito do acordo como credencial para novas negociações comerciais. “A conclusão desse tratado nos qualifica para avançar em outros acordos, inclusive bilaterais”, disse, ao mencionar o papel do governo brasileiro e de países europeus como Alemanha e Espanha no processo.

Segundo o diretor-geral, essa aceitação internacional pode ser interpretada como um avanço de patamar nas relações comerciais do Brasil. Ele avaliou que o cenário abre espaço para entendimentos diretos com países como Canadá e mercados asiáticos, paralelamente às negociações em bloco.

“No papel de representantes dos exportadores, seguiremos apoiando o governo federal com informações técnicas para viabilizar novos acordos”, afirmou Matos. Para ele, o objetivo é fortalecer ainda mais a posição do Brasil como principal player do mercado global de café.

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